Assim como foi a revolução
causada pela rádio e posteriormente pela televisão,
hoje, temos em mãos a internet, uma ferramenta que
nos conecta, em segundos, com o mundo.
Enquanto tomamos uma xícara de chá,
podemos visitar museus e ainda ver o que está acontecendo
do outro lado do planeta. Para as nossas crianças,
as lições de casa se tornaram mais fáceis.
Os trabalhos de escola, que anteriormente eram feitos nas
bibliotecas, para a maioria dos usuários se tornaram
mais fáceis ao acessar os mecanismos de busca sem sair
de seus quartos. Com esse bem tecnológico uma preocupação
a mais surgiu para os pais com relação às
suas crianças: o perigo na internet!
Sabemos que essa rede de computadores, colocada
ao nosso alcance, não é somente um instrumento
de pesquisa, mas também de entretenimento. Fóruns
de discussões, chats, vídeos e ambientes virtuais,
num mesmo espaço, marcam o diferencial para essa invenção
tecnológica. Com tantas opções de acessos
e com conteúdos praticamente sem restrições,
a internet trouxe uma inquietação a mais para
os pais a respeito de suas crianças “plugadas”.
Grandes invenções tornaram-se
“perigosas” quando foram utilizadas de maneira
desvirtuada aos propósitos que haviam sido idealizadas.
Infelizmente, o conceito de “coisa perigosa” também
tem sido aplicado a esta ferramenta. Visto que algumas pessoas
se utilizam dela como instrumento de força a fim de
subjugar pessoas a um estado de servidão emocional
ou física.
O principal risco que vejo para este instrumento
é o de nossas crianças acessarem material impróprio,
tais como conteúdos eróticos, pornográficos,
de natureza violenta ou conteúdos que possam encorajar
atividades ilegais ou perigosas. Elas também correm
o risco de – enquanto estão conectadas em salas
de bate-papo – estabelecer amizades com pessoas que
apenas desejam tirar vantagens da inocência delas, obtendo
informações particulares que podem trazer danos
para sua própria segurança ou de seus familiares.
As salas de bate-papo, que deveriam ser uma
maneira de se estabelecer novas amizades, podem tornar-se
um drama para os menos avisados. A facilidade do anonimato
neste local virtual favorece as atividades de adultos inescrupulosos.
Para aplicar golpes ou aliciar crianças e adolescentes,
essas pessoas fingem pertencer à mesma faixa etária
a fim de tirar vantagens da “amizade” ingênua.
Em muitos casos de pedofilia são usados tais meios
para conseguir a confiança de menores para posterior
encontro.
Procedimentos de proteção para
uma navegação segura já são encontrados
na maioria dos navegadores, necessitando apenas, através
de alguns cliques, programá-los.
Muitas vezes, vale a pena se considerar a
possibilidade de estabelecer horários para acessar
a rede ou até mesmo instalar o computador em local
menos reservado.