| “Ó
Maria, fazei-me todo vosso para que seja todo de Jesus”.
“Tornemo-nos
pequenos discípulos de Maria e peçamos a ela
a graça de poder imitá-la, não só
nas grandes e sublimes virtudes, mas nas pequenas e simples
que são próprias dela e que tão bem se
encaixam na vida comum”.
São
José Marello
Por
ocasião da anunciação a Maria, Deus a
convida a Esposa de São José para ser a Mãe
do Salvador. Ela diz sim e Jesus torna-se o Emanuel: Deus
conosco.
Por
ocasião da anunciação a São José,
Deus convida o Esposo de Maria a aceitar a missão de
ser Pai de Jesus. Ele diz sim e a sua vida com Maria toma
um novo sentido. Vejamos o relato do Evangelho segundo Mateus:
“Eis
que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse:
“José, filho de Davi,
não temas receber Maria por esposa, pois o que nela
foi concebido vem do Espírito Santo. Ela dará
à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus,
por que ele salvará o seu povo de seus pecados”.
Tudo isso aconteceu para que se cumprisse
o que o Senhor falou pelo profeta: “Eis
que a virgem conceberá e dará à luz
um filho, que se chamará Emanuel (Isaías
7,14), que significa: Deus conosco”.
Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia
mandado e recebeu em sua casa sua esposa. E, sem que ele
a tivesse conhecido, ela deu à luz o seu filho, que
recebeu o nome de Jesus“ (Mateus
1, 20-25).
O
Papa João Paulo II esclarece que José cumpre
fielmente a missão que lhe foi designada por Deus:
estar a serviço de Jesus e Maria. Vejamos o texto da
exortação apostólica Redemptoris Custos:
“São
José foi chamado por Deus para servir diretamente
a Pessoa e a missão de Jesus, mediante o exercício
da sua paternidade: desse modo, precisamente, ele «coopera
no grande mistério da Redenção, quando
chega a plenitude dos tempos», e é verdadeiramente
«ministro da salvação». A sua
paternidade expressou-se concretamente «em ter feito
da sua vida um serviço, um sacrifício, ao
mistério da Encarnação e à missão
redentora com o mesmo inseparavelmente ligada; em ter usado
da autoridade legal, que lhe competia em relação
à Sagrada Família, para lhe fazer o dom total
de si mesmo, da sua vida e do seu trabalho; e em ter convertido
a sua vocação humana para o amor famíliar
na sobre-humana oblação de si, do seu coração
e de todas as capacidades, no amor que empregou ao serviço
do Messias germinado na sua casa»”.
(Redemptoris Custos 8).
Sabendo
que José e Maria se complementaram no cumprimento da
mesma missão: ser o Pai e a Mãe de Jesus, podemos
reescrever, sem lhe alterar o seu sentido, a frase do Papa
João Paulo II: “São
José e Maria Santíssima foram chamados por Deus
para servir diretamente a Pessoa e a missão de Jesus,
mediante o exercício da sua paternidade e da maternidade”.
Esta
complementaridade na missão Maria e José continuam
ainda nos dias de hoje. Maria é a Mãe do Redentor,
aquela que conduz a Jesus todos os que se aproximam dela.
José é o Pai e Guarda do Redentor, aquele que
nos ensina que o sentido da vida está em descobir-se
chamado a cuidar dos interesses, e aceitar esta missão.
A
verdadeira devoção a São José
conduz-nos, naturalmente, a ir ao encontro de Jesus e fazê-lo
caminhando ao lado de Maria. Afinal, Maria e José são
inseparáveis.
O
testemunho e a intercessão do Santo Casal conduz seus
devotos a encontrar em Jesus o centro de suas vidas e, assim,
a viver a orientação do Anjo: “E
tu O chamarás com o nome de Jesus”.
Como
Maria e com Maria... Como José e com José...
somos chamados a acolher o Emanuel que nos foi enviado como
Jesus, o Salvador que amou-nos plenamente e até o fim.
Quando
entendemos que Ele é o Emanuel, imitando José
e Maria, dizemos: obrigado Trindade Santa, por que Deus se
dignou a fazer parte da humanidade: Ele está no meio
de nós.
Quando
entendemos que Ele é Jesus, imitando José e
Maria, dizemos: obrigado Trindade Santa, por que Deus se dignou
a dar sentido pleno a nossa vida: Jesus é o meu Senhor
e Salvador.
Quando
entedemos que José e Maria são inseparáveis,
nossas práricas de devoção para com Ela
ou Ele adquire um novo brilho: como é gostoso, por
exemplo, saber que não precisamos rezar o santo terço
sozinhos, José o reza conosco sempre que o convidamos.
José
é o nosso fiel auxiliador quando nos dispomos a seguir
as orientações de São José Marello:
“Tornemo-nos pequenos
discípulos de Maria e peçamos a ela a graça
de poder imitá-la, não só nas grandes
e sublimes virtudes, mas nas pequenas e simples que são
próprias dela e que tão bem se encaixam na vida
comum”.
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