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SÃO JOSÉ / Semente Josefina
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Semente Josefina - Novembro/2007
E TU O CHAMARÁS
COM O NOME DE JESUS

Ó Maria, fazei-me todo vosso para que seja todo de Jesus”.

Tornemo-nos pequenos discípulos de Maria e peçamos a ela a graça de poder imitá-la, não só nas grandes e sublimes virtudes, mas nas pequenas e simples que são próprias dela e que tão bem se encaixam na vida comum”.

São José Marello

Por ocasião da anunciação a Maria, Deus a convida a Esposa de São José para ser a Mãe do Salvador. Ela diz sim e Jesus torna-se o Emanuel: Deus conosco.

Por ocasião da anunciação a São José, Deus convida o Esposo de Maria a aceitar a missão de ser Pai de Jesus. Ele diz sim e a sua vida com Maria toma um novo sentido. Vejamos o relato do Evangelho segundo Mateus:

Eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: “José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, por que ele salvará o seu povo de seus pecados”. Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor falou pelo profeta: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel (Isaías 7,14), que significa: Deus conosco”. Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa. E, sem que ele a tivesse conhecido, ela deu à luz o seu filho, que recebeu o nome de Jesus“ (Mateus 1, 20-25).

O Papa João Paulo II esclarece que José cumpre fielmente a missão que lhe foi designada por Deus: estar a serviço de Jesus e Maria. Vejamos o texto da exortação apostólica Redemptoris Custos:

São José foi chamado por Deus para servir diretamente a Pessoa e a missão de Jesus, mediante o exercício da sua paternidade: desse modo, precisamente, ele «coopera no grande mistério da Redenção, quando chega a plenitude dos tempos», e é verdadeiramente «ministro da salvação». A sua paternidade expressou-se concretamente «em ter feito da sua vida um serviço, um sacrifício, ao mistério da Encarnação e à missão redentora com o mesmo inseparavelmente ligada; em ter usado da autoridade legal, que lhe competia em relação à Sagrada Família, para lhe fazer o dom total de si mesmo, da sua vida e do seu trabalho; e em ter convertido a sua vocação humana para o amor famíliar na sobre-humana oblação de si, do seu coração e de todas as capacidades, no amor que empregou ao serviço do Messias germinado na sua casa»”. (Redemptoris Custos 8).

Sabendo que José e Maria se complementaram no cumprimento da mesma missão: ser o Pai e a Mãe de Jesus, podemos reescrever, sem lhe alterar o seu sentido, a frase do Papa João Paulo II: “São José e Maria Santíssima foram chamados por Deus para servir diretamente a Pessoa e a missão de Jesus, mediante o exercício da sua paternidade e da maternidade”.

Esta complementaridade na missão Maria e José continuam ainda nos dias de hoje. Maria é a Mãe do Redentor, aquela que conduz a Jesus todos os que se aproximam dela. José é o Pai e Guarda do Redentor, aquele que nos ensina que o sentido da vida está em descobir-se chamado a cuidar dos interesses, e aceitar esta missão.

A verdadeira devoção a São José conduz-nos, naturalmente, a ir ao encontro de Jesus e fazê-lo caminhando ao lado de Maria. Afinal, Maria e José são inseparáveis.

O testemunho e a intercessão do Santo Casal conduz seus devotos a encontrar em Jesus o centro de suas vidas e, assim, a viver a orientação do Anjo: “E tu O chamarás com o nome de Jesus”.

Como Maria e com Maria... Como José e com José... somos chamados a acolher o Emanuel que nos foi enviado como Jesus, o Salvador que amou-nos plenamente e até o fim.

Quando entendemos que Ele é o Emanuel, imitando José e Maria, dizemos: obrigado Trindade Santa, por que Deus se dignou a fazer parte da humanidade: Ele está no meio de nós.

Quando entendemos que Ele é Jesus, imitando José e Maria, dizemos: obrigado Trindade Santa, por que Deus se dignou a dar sentido pleno a nossa vida: Jesus é o meu Senhor e Salvador.

Quando entedemos que José e Maria são inseparáveis, nossas práricas de devoção para com Ela ou Ele adquire um novo brilho: como é gostoso, por exemplo, saber que não precisamos rezar o santo terço sozinhos, José o reza conosco sempre que o convidamos.

José é o nosso fiel auxiliador quando nos dispomos a seguir as orientações de São José Marello: “Tornemo-nos pequenos discípulos de Maria e peçamos a ela a graça de poder imitá-la, não só nas grandes e sublimes virtudes, mas nas pequenas e simples que são próprias dela e que tão bem se encaixam na vida comum”.

 

Reflexão e Partilha

  • Comentar a frase de São José Marello: “Tornemo-nos pequenos discípulos de Maria e peçamos a ela a graça de poder imitá-la, não só nas grandes e sublimes virtudes, mas nas pequenas e simples que são próprias dela e que tão bem se encaixam na vida comum
 

Compromissos do Mês

  • Rezar diariamente o santo terço e após cada dezena acrescentar a jaculatória: “Ó Maria, fazei-me todo(a) vosso(a) para que seja todo(a) de Jesus”.
 
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