| Recomendemo-nos
a São José, guia e mestre da vida espiritual,
modelo inalcansável de vida interior e escondida, de
paciência e de confiança em Deus, de amor a Jesus
e a Maria.
( São
José Marello)
São José é o homem que deu a
Deus a maior prova de confiança...
Por
ocasião da Solenidade de São José, Esposo
de Maria, deste ano, o Papa Bento XVI, dirigindo-se às
famílias dos povos da África, e ás família
de todo o mundo, exorta-as a terem em Deus e mesma confiança
que teve São José. Ouçamos o Papa:
José
teve confiança em Deus, quando ouviu o Anjo, seu
mensageiro, dizer-lhe: “José, filho de David,
não temas receber Maria, tua esposa, pois o que
nela se gerou é fruto do Espírito Santo”
(Mt 1,20). Na história, José é o
homem que deu a Deus a maior prova de confiança,
precisamente face a um anúncio tão assombroso.
Só
Deus podia dar a José a força para dar crédito
às palavras do Anjo. Só Deus vos dará,
amados irmãos e irmãs que sois casados,
a força de educar a vossa família como Ele
o quer. Pedi-Lho! Deus gosta que se Lhe peça o
que Ele quer dar. Pedi-Lhe a graça de um amor verdadeiro
e cada vez mais fiel, à imagem do seu amor.
Papa
Bento XVI, 19 de março de 2009
O
prêmio da fé é ver o que cremos...
Disse
Santo Agostinho: “Fé
é crer no que não vemos. O prêmio da fé
é ver o que cremos”. A caminhada
de São José é um belo testemunho de que
o prêmio da fé é ver o que cremos:
Por
ocasião da inexplicável gravidez de sua
esposa, São José jamais deixou de acreditar
em sua inocência e sua santidade. Ele acreditou
em Maria apesar de todas as circunstâncias; e o
prêmio de sua fé foi ver o Menino Deus nascendo
de uma virgem, sua santa e casta esposa, como Deus havia
prometido pelos profetas.
Por
ocasião do anúncio do Anjo, José
acreditou em suas palavras e, como bem disse o Papa Bento
XVI, José tornou-se “o
homem que deu a Deus a maior prova de confiança,
precisamente face a um anúncio tão assombroso”.
Ele acreditou na mensagem do Anjo e obedeceu prontamente;
e o prêmio de sua fé foi ver que assim como
Deus havia escolhido Maria para ser a Mãe de seu
Filho, também o havia escolhido para ser o Pai.
José acreditou, e tornou-se Pai do Menino Deus.
José
educou Jesus, junto com Maria, acreditando que as palavras
do Anjo eram verdadeiras e que estava servindo o próprio
Filho de Deus ao exercer sobre Ele o ministério
da paternidade. José sabia que a divindade de Jesus
se escondia em sua humanidade, mas ao mesmo tempo sabia
um dia Jesus a Providência se encarregaria de revelar
a Jesus este grande mistério. José, o Guarda
do Redentor, e o prêmio de sua fé foi ver
o Menino Jesus no Templo, já ciente de deveria
“ocupar-se das coisas
do Pai”. E, como foram maravilhosos
aqueles anos em que São José pode ver Jesus
crescendo “em graça
e sabedoria, diante de Deus e dos homens”,
sabendo ser Filho de Deus, o Messias enviado pelo Pai,
e mesmo assim optando por permanecer em sua casa e submetendo-se
de bom grado à sua autoridade.
Mesmo
tendo de enfrentar tantas dificuldades, José sempre
acreditou que Deus o ajudaria a permanecer fiel até
o fim em sua missão de Esposo de Maria e Pai de
Jesus. As palavras do Papa, proferidas agora em 2009,
aplicam-se muito bem a esta experiência que São
José viveu nos tempos messiânicos: “Só
Deus vos dará, amados irmãos e irmãs
que sois casados, a força de educar a vossa família
como Ele o quer”. José acreditou
que não lhe faltariam forças nem sabedoria
para cumprir sua missão até o fim; e o prêmio
de sua fé foi o consolo de perceber, por ocasião
de sua morte, que Jesus estava plenamente formado, consciente
e preparado para Sua missão; e que sua querida
esposa ficaria em boas mãos.
Pedi
e recebereis, buscai e achareis...
Disse
Jesus: “Pedi e recebereis,
buscai e achareis”. Confiantes na generosidade
do Senhor, que deseja ardentemente poder realizar maravilhas
na vida daqueles que a Ele se confia, aproxime-mo-nos dEle
com confiança, e descobriremos que Ele jamais se deixa
vencer em generosidade.
Disse
Santo Agostinho: “O vaso
da fé levado à fonte da graça será
enchido de acordo com a sua capacidade”.
E, “com a oração,
contanto que seja humilde, confiante e perseverante, tudo
se alcança”. E, ainda, “Deus
não quer atender-nos, se não estivermos certos
de ser atendidos”.
Confiantes
na intercessão amorosa de São José, façamos
como disse São José Marello: “Recomendemo-nos
a São José, guia e mestre da vida espiritual,
modelo inalcansável de vida interior e escondida, de
paciência e de confiança em Deus, de amor a Jesus
e a Maria”.
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