| É
preciso tranquilizar-nos também a respeito da nossa
vida espiritual, para que, mesmo no esforço contínuo
de progredir, não nos preocupemos com nada, nem em
saber se caminhamos para frente ou para trás na perfeição.
É
necessário pedir a São José a tranqüilidade
e a igualdade de espírito: ele era sempre igual a si
mesmo, quer quando dava ordens a Jesus, a Sabedoria do Pai,
quer quando exercia a sua profissão, ocupando-se dos
trabalhos mais humildes e grosseiros.
Se
São José não concedesse graças,
não seria mais São José.
São José
Marello
Manter-se tranqüilo e sereno nos momentos de dificuldade
pode ser, para muitos, tão difícil quanto refrear
seus impulsos durante os momentos de euforia ou de tentações.
Por isso, são tantos os que deixam as circunstâncias
influenciarem tanto seu estado de espírito que suas
vidas parecem uma constante alternância em momentos
de elevação e de prostração. Chegam
tão rapidamente ao entusiasmo quanto ao desânimo.
Num momento são líderes exemplares que empolgam
os amigos e até mesmo as multidões, e de um
momento para outro tornam-se “apóstolos
cansados” e decepcionam-se a si mesmo
a aos que se espelhavam em suas palavras e ações.
A
vida de São José é um testemunho de que
a “igualdade de espírito”,
que nos permite permanecer serenos nos momentos de extrema
alegria ou grandes dificuldades, é uma opção
de vida que evita armadilhas e conduz a resultados e progressos
mais consistentes.
Uma
das bases sobre as quais se assenta a tranquilidade de espírito
é a humildade, virtude esta tão característica
de São José. “Peçamos
a São José a tranqüilidade de espírito
baseada na humildade, ou seja, a humildade de coração”
(Marello).
Nas próximas edições das Sementes Josefinas
trataremos de temas que nos ajudarão a descobrir em
São José e na Espiritualidade Josefina fontes
de progresso na vida cristã. Nesta edição
trataremos de um exercício extremamente saudável
para nosso crescimento, o exame de consciência diário.
Como
nos ensina São José Marello, o exame de consciência
diário é necessário e ocasião
de progresso na vida espiritual:
“Lembremo-nos
que o exame de consciência quotidiano é uma
coisa muito necessária. Examinemo-nos, portanto,
todas as noites, antes de encerrar a nossa jornada e procuremos
ver em quais defeitos caímos mais facilmente, que
progressos fizemos, em suma, demos uma olhada no dia que
se passou e vejamos se estivemos com Deus, ou se Ele foi
por nós ofendido e em que medida. Humilhemo-nos
profundamente e peçamos perdão ao Senhor.
Quanto ao exame particular, retome-o com o desejo de continuar
com muito empenho e proponha-se não abandoná-lo
mais. Se não puder fazê-lo num tempo determinado,
quando for fazer o seu exame geral, à noite, examine-se
quantas vezes caiu naquele defeito e proponha-se fazer
novos progressos no dia seguinte”
(Marello).
Uma
das armadilhas a se evitar durante o exame de consciência
é a tentativa do Inimigo de transformar este exercício
tão louvável seja ocasião para semear
o joio do desespero, do escrúpulo exagerado, ou mesmo
da indiferença, a qual nos levaria a esmorecer no esforço
de melhoria constante. Afinal, “o
demônio faz o seu papel ao tentar-nos, e nós
fazemos o nosso recorrendo a Deus” (Marello).
Para
isso, convém invocar a presença de São
José, Mestre e Modelo de Vida Interior, para que o
mesmo nos acompanhe durante o exame diário de consciência,
certamente nos ajudará a obter mais frutos deste exercício.
Com
a presença amiga de São José aprenderemos
a fazer o exame de consciência diário com perseverança
e com humildade, vencendo assim as tentações
e insinuações do Inimigo.
“Nas
montanhas, quem permanece de pé e se expõe ao
ventos, cai. Quem, pelo contrário, deita-se no chão,
não se vê arrastado. Nas tentações
é preciso humildade” (Marello).
Quanto
aos pecados da vida passada, que já foram confessados,
diga simplesmente: fui um pecador, um grande pecador; e não
pense mais nisso em particular (Marello).
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