| Inspirados
pelo Espírito Santo, muitos foram os Santos e Fundadores
que confiaram seus empreendimentos apostólicos à
proteção de São José. Em todos
puderam experimentar a eficácia desta sábia
opção.
Com
palavras proféticas e sábias, o Papa João
Paulo II nos explica que a “missão”
de São José não se limitou ao tempo que
Jesus e Maria estiveram sob seus cuidados: sua missão
continua ainda hoje. Assim se expressou o Papa:
É
algo conveniente e sumamente digno para o Bem-aventurado
José, que, de modo análogo àquele
com que outrora costumava soco rrer santamente, em todo
e qualquer acontecimento, a Família de Nazaré,
também agora cubra e defenda com o seu celeste
patrocínio a Igreja de Cristo.
Este patrocínio deve ser invocado e continua sempre
a ser necessário à Igreja, não apenas
para defendê-la dos perigos, que continuamente se
levantam, mas também e, sobretudo, para confortá-la
no seu renovado empenho de evangelização
do mundo e de levar por diante a nova evangelização
dos países e nações «onde -
como eu escrevia na Exortação Apostólica
Christifideles Laici - a religião e a vida cristã
foram em tempos tão prósperas», mas
«se encontram hoje submetidas a dura provação».
Para levar o primeiro anúncio de Cristo ou para
voltar a apresentá-lo onde ele foi transcurado
ou esquecido, a Igreja precisa de uma particular «força
do Alto» (cf.
Lc 24,49), que é dom do Espírito
do Senhor, certamente, mas não anda disjunta da
intercessão e do exemplo dos seus Santos.
Além
da confiança na proteção segura de
José, a Igreja tem confiança no seu exemplo
insigne, um exemplo que transcende cada um dos estados
de vida e se propõe a toda a comunidade cristã,
sejam quais forem a condição e as tarefas
de cada um dos fiéis
(Papa João Paulo II – Redemptoris
Custos).
A vida e a obra de São José Marello, e de modo
especial a caminhada da Congregação desde seu
início até os dias de hoje, são um testemunho
eloqüente da eficácia da proteção
de São José àqueles que a ele se confiam.
Nem mesmo um homem santo e de plena confiança em Deus,
como o foi São José Marello, poderia imaginar
que São José conduziria sua obra de modo tão
expressivo e frutuoso como mosta a história da Congregação.
Certamente
houveram avanços e retrocessos, luzes e sombras, durante
a caminhada, afinal em todas as épocas a jornada dependeu
de pessoas frágeis e limitadas. Ouvindo o testemunho
das figuras mais marcantes de nossa caminhada isto se torna
claro e evidente: quanto horoísmo, dedicação,
empenho, oblação, coragem, doação,
realizações, conquistas....
Neste
momento hitórico de nossa caminhada, é preciso
olhar o passado, o presente e o futuro. Cada uma das gerações
que nos precederam certamente pensaram de modo semelhante:
como é grande o desafio que se apresenta à nossa
geração – será que estamos preparados
para conduir a obra ao seu passo seguinte, realizando a Vontade
de Deus?
E,
se formos sábios como nossos antecessores, chegaremos
à mesma súplica que ecoa ao longo dos tempos
e que brotou do coração do Fundador: “Indica-nos,
José, o caminho, sustenta-nos a cada passo, conduze-nos
para onde a Divina Providência quer que cheguemos”. |