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SÃO JOSÉ / Semente Josefina
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Semente Josefina - Novembro/2008
Foi-lhe dado o de Jesus,
conforme o anjo confidenciou a José

Ó obedientíssimo executor das leis divinas, glorioso São José, o sangue preciosíssimo que na circuncisão derramou o Redentor Menino vos traspassou o coração: mas o nome de Jesus vô-lo reanimou, enchendo-o de contentamento.

Por esta vossa dor e por esta vossa alegria, alcançai-nos que, sendo arrancados de nós todos os vícios desta vida, com o nome castíssimo de Jesus no coração e nos lábios, expiremos cheios de confiança.

Dores e Alegrias de São José
3ª Dor e Alegria: A Circuncisão de Jesus

O Contexto: o Filho é acolhido como integrante do Povo de Deus e recebe o nome de Jesus.

O evangelista Lucas (Lucas 2,21) narra que, passados oito dias de seu nascimento, Jesus foi apresentado, segundo a lei de Moisés, para a circuncisão, e na ocasião lhe foi colocado o nome de Jesus.

Esta cerimônia era realizada de preferência na casa dos pais, mas podia ser feita também na Sinagoga. Lucas não diz quem foi o ministro da circuncisão, mas segundo a tradição esta era uma atribuição e um direito do pai. No ato da circuncisão era pronunciada a seguinte oração: “Bendito seja o senhor nosso Deus, que nos santificou com seus preceitos e nos deu a circuncisão, e nos concedeu introduzir nosso filho na Aliança de Abraão, nosso Pai”. Esse rito fundamentava-se no pacto que Deus havia feito com Abraão. Todo filho homem do povo devia ser circuncidado como sinal de pertença à Aliança, que implicava da parte do povo adorar o único Deus, andar em seus caminhos, observar a justiça e obedecer à voz de Javé.

Jesus, então com este rito entrou a fazer parte do Povo eleito. Durante a celebração dava-se a nome à criança; e para os hebreus o nome definia sempre a missão que a pessoa devia desenvolver. E o nome de Jesus encerrava de fato toda a sua missão, pois queria dizer: O Senhor salva!

A Experiência de José...

A São José foi reservado o grande privilégio de dar o nome ao Filho de Deus, e ele foi, assim o primeiro a pronunciar o nome santíssimo de Jesus: “Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, conforme o chamou o anjo, antes de ser concebido” (Lucas 2,21).

José sentiu em si a dor do Menino no ato da circuncisão, mas sem dúvida, ao mesmo tempo, sentiu a alegria profunda de pronunciar, pela primeira vez na história, o nome do Salvador, nome que ao longo dos tempos seria sinal de esperança e de vida para todos os povos.

José sentiu, também, enorme alegria por perceber que a Aliança de Deus com o seu Povo chegava à sua plenitude na pessoa de Jesus.

Sendo a circuncisão de um filho o primeiro dever religioso do pai, José, com esta cerimônia (cf. Lucas 2,21), exercitou um seu direito e dever em relação a Jesus.
O princípio segundo o qual todos os ritos do Antigo Testamento são como que a sombra da realidade
(cf. Hebreus 9,9s.;10,1), explica o motivo por que Jesus os aceita. Como sucedeu com os outros ritos, também o da circuncisão teve em Jesus o seu “cumprimento”. A Aliança de Deus com Abraão, de que a circuncisão era sinal (cf. Gênesis 17,13), obteve em Jesus o seu pleno efeito e a sua cabal realização, sendo Jesus o “sim” de todas as antigas promessas (cf. 2Coríntios 1,20) (Redemptoris Custos 11).

... CONTINUA NOS DIAS DE HOJE ...

Nossa vida é cheia de dores espirituais, físicas, sociais. A dor é companheira do homem. Hoje, os problemas sociais são o clamor que se levanta ao céu.

O segredo para superar tudo isso é o próprio nome de Jesus. Seu nome traz também sua presença, que é para o cristão que se abandona a ele a força para lutar, para não desanimar, para vencer.

Então para nós, como para José, com o nome de Jesus nos lábios e no coração, é preciso seguir em frente na caminhada do Reino de Deus, contribuindo com o plano de Deus para o seu Povo, nos dias de hoje. A caminhada continua, é a nossa vez de sermos os agentes da transformaçao da sociedade e do mundo, transformação esta que será tanto mais eficaz quanto mais estivermos unidos Àquele que Salva, e que nos envia.

... E NOS APONTA PARA A ETERNIDADE.

A segunda parte da oração da 3ª Dor e Alegria de São José nos exorta ao crescimento na união com Jesus e à fidelidade até o fim de nossa vida terrena, para então irmos com confiança ao encontro definitivo com Aquele que salva:

Por esta vossa dor e por esta vossa alegria, alcançai-nos que, sendo arrancados de nós todos os vícios desta vida, com o nome castíssimo de Jesus no coração e nos lábios, expiremos cheios de confiança”.

A morte de São José, ao lado de Jesus e de Maria, ocorreu neste clima de humilde confiança que brota no coração daquele que pode dizer: “em tuas mãos, ó Pai, entrego o meu espírito”.

A oração das dores e alegrias de São José querem despertar em nós o mesmo ato de fé: “com o o nome castíssimo de Jesus no coração e nos lábios, expiremos cheios de confiança”, ao lado de Jesus, de Maria e de José.

 

Reflexão e Partilha

  • Comentar a oração: “Ó glorioso São José, por esta vossa dor e por esta vossa alegria, alcançai-nos que, sendo arrancados de nós todos os vícios desta vida, com o nome castíssimo de Jesus no coração e nos lábios, expiremos cheios de confiança
 

Compromissos do Mês

  • Oração semanal das Dores e Alegrias de São José.
 
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