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puríssimo esposo de Maria Santíssima, glorioso
São José, assim como foi grande a amargura e
a angústia do vosso coração na perplexidade
de abandonardes a vossa castíssima esposa, também
foi inexplicável a vossa alegria quando pelo Anjo vos
foi revelado o soberano mistério da Encarnação.
Por esta vossa dor e por esta vossa alegria, rogamo-vos a
graça de consolardes, agora e nas extremas dores, a
nossa alma com a alegria de uma boa vida e de uma santa morte,
semelhante à vossa, entre Jesus e Maria.
Dores
e Alegrias de São José
1ª Dor e Alegria: A Encarnação
O
Contexto: o Sim de Maria e a Encarnação de Jesus.
José
e Maria estão recém-casados. Como era costuma
naquele tempo, o casamento era realizado em duas etapas. Na
primeira havia o consentimento e o compromisso. E, a partir
dela os recém-casados se preparavam para a segunda,
após a qual a esposa deixava o lar de seus pais e passava
a viver com o esposo.
No período
ente a primeira e a segunda etapa do casamento de José
e Maria, acontece o convite de Deus a Maria, o seu sim e a
Encarnação de Jesus: “o
Verbo se fez carne e habitou entre nós”.
Maria
estava desposada com José, e concebe um Filho, por
ação do Espírito Santo: cumpre-se a maior
das promessas do antigo testamento: “Eis
que a virgem conceberá e dará à luz um
filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa:
Deus está conosco” (Mateus
1,23; cf Isaías 7,14).
1ª.
Dor: José decide deixar Maria, sua Esposa, para protegê-la
e em respeito ao mistério que ele não entende.
A primeira
dor de São José ocorreu logo após a Encarnação
de Jesus. José percebeu a maternidade de Maria, sua
esposa, que concebera por obra do Espírito Santo, mas
ele ainda não sabia disso.
Isso desnorteou
José: ele não encontrava explicações
para esse mistério e ficou bastante angustiado. Não
tinha para com Maria, nenhuma sombra de dúvida, pois
a extraordinária virtude de Maria não lhe permitia
duvidar dela. Mas era notório que ela estava grávia
e ele não era o pai.
Não
conseguindo compreender o fato resolveu, por ser justo, deixar
Maria secretamente, sem proclamar publicamente sua decisão,
pois se assim fizesse, colocaria sua esposa em grande perigo,
visto que a lei dos judeus era muito severa.
1ª.
Alegria: O dom da Paternidade e a confirmação
do casamento com Maria.
Aconteceu
então a primeira alegria de São José.
Após ter tomado a decisão de deixar Maria para
protegê-la, um Anjo lhe apareceu e lhe disse: “José,
filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como
tua mulher, pois o que nela foi gerado vem do Espírito
Santo” (Mateus 1,20).
Esta mensagem
do Anjo lhe trouxe muita alegria: a certeza de que o mistério
vinha de Deus, a confirmação da santidade de
Maria e a honra de ter sido escolhido para ser o pai do Salvador,
participando do grande mistério da Encarnação.
Obediente
às inspirações de Deus, José recebe
Maria em sua casa. E, ao receber Maria, aceita também
a missão de ser o Pai de Jesus.
A Sagrada
Família torna-se inspiração e modelo
para todas as demais. O Papa João Paulo II, na Redemptos
Custos, esclarece:
“E
eis que no limiar do Novo Testamento, como já sucedera
no princípio do Antigo, há um casal. Mas,
enquanto o casal formado por Adão e Eva tinha sido
a fonte do mal que inundou o mundo, o casal formado por
José e Maria constitui o vértice, do qual
se expande por toda a terra a santidade. O Salvador deu
início à obra da salvação
com esta união virginal e santa, na qual se manifesta
a sua vontade omnipotente de purificar e santificar a
família, que é santuário do amor
humano e berço da vida” (Redemptoris
Custos 7).
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