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SÃO JOSÉ / Novena
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Novena a São José - 08 Dia
JOSÉ, O HOMEM DO SILÊNCIO

01 – DORES E ALEGRIAS DE SÃO JOSÉ

 

02 – LITURGIA DA PALAVRA

Leitura – Discurso de Paulo VI em 19 de março de 1965.

O que o Evangelho nos poderia oferecer de mais humilde, de mais simples, mais silencioso e mais escolhido, para ser colocado ao lado de Maria e de Jesus?

Na verdade, a figura de São José é delineada nos traços da modéstia mais popular, mais comum e – para usar a medida dos valores humanos – mais insignificante, pois não encontramos neles nenhum aspecto que possa fazer transparecer a real grandeza e a missão extraordinária que a Providência lhe confiou.

Olhando no espelho do relato do Evangelho, São José se apresenta nos traços mais evidentes da humildade extrema: operário modesto, obscuro, pequeno e primitivo, que não tem nada de especial; tanto que, no mesmo Evangelho, a voz não se ouve uma única vez. Nenhuma palavra dele é lembrada; o Evangelho fala só de suas atitudes, do que ele fez, e tudo em silencioso escondimento e em obediência perfeita.

Era o pai adotivo de Cristo, o esposo da Virgem Imaculada, aquele que deu a Jesus Cristo o estado civil, a carteira de identidade, e prestou-lhe a assistência mais devotada e necessária.

Ao mesmo tempo, José foi, em cada momento e de maneira exemplar, insuperável guarda, assistente e mestre. Foi, por isso, nesta dedicação completa e silenciosa, de uma grandeza sobre humana, que encanta.

Pousemos, portanto, nosso olhar sobre a sua humildade. Como ela parece próxima e, diria mesmo, fraterna, de tantas personagens frágeis, medíocres, insignificantes e pecadoras!

Como é fácil entrar em contato confidencial com um Santo que não amedronta, que não está distante de nós, que com uma bondade que nos confunde como que se coloca a nossos pés para dizer: Vejam o papal que me foi designado. Pois bem, foi a este nível, a esta submissão inexprimível que o Senhor do céu e da terra se abaixou e quis honrar, tornando-a objeto de sua escolha e pondo-a a todos os outros valores humanos.

Jesus escolheu José. Perguntamo-nos porque Cristo tinha liberdade de escolher e, mais ainda, podia criar para si um pedestal de grandeza, poder e esplendor para dominar o mundo e assim pregar e salvar o mundo, quis, ao contrário, como exemplo e modelo que lhe fosse agradável um Santo tão pequeno e tão humilde?

Parece-nos que isso aconteceu por dois motivos. O primeiro, que é documentado por muitas citações da Bíblia, poderia referir-se, por assim dizer, a um certo ciúme de Deus. O Senhor aceitou a colaboração humana. Veio salvar mediante um sistema composto de duas atividades: a sua e a nossa. Estabeleceu, pois, que o seu poder infinito e a sua grandeza transcendente não ficassem diminuídos, ou quase confundidos, no contato com a atividade humana. Quis trabalhar sozinho, porém aceitando a nossa colaboração. O segundo motivo parece ligar-se ao um ato de condescendência amorosa, de boa vontade para com todo o gênero humano. Visto que Deus desce do céu e se torna homem, antes mesmo de sermos atraídos a Ele, como que experimentamos um sentimento de fuga, uma necessidade de nos retrairmos: “Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador”. O Senhor, porém, para vir dialogar conosco e ser verdadeiramente nosso irmão, para não nos assustar, mas para nos chamar, para nos transmitir confiança, se fez imensamente pequeno. O Senhor desceu ao nível mais baixo da escala sócia. Como se alegram os humildes, os pobres e os marginalizados. E como exultam em ser apresentados a Cristo por um guarda, um advogado como São José.

Ele mesmo, com sua humildade, atesta o grito do Evangelho que resume a ternura amorosa de Cristo: “Venham a mim todos vocês que estão cansados e cheios de sofrimento e Eu os aliviarei”.

Palavra da Igreja.
Graças a Deus

03 – EVANGELHO: Lucas 4,16-22

16 Jesus foi à cidade de Nazaré, onde se havia criado. Conforme seu costume, no sábado entrou na sinagoga, e levantou-se para fazer a leitura.
17 Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus encontrou a passagem onde está escrito:
18"O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Notícia aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos presos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos,
19 e para proclamar um ano de graça do Senhor."
20 Em seguida Jesus fechou o livro, o entregou na mão do ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele.
21 Então Jesus começou a dizer-lhes: "Hoje se cumpriu essa passagem da Escritura, que vocês acabam de ouvir."
22 Todos aprovavam Jesus, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca. E diziam: "Este não é o filho de José?"

Palavra da Salvação
Graças a Deus

 
04 – ORAÇÃO DOS FIÉIS

05 – LADAINHA DE SÃO JOSÉ
 

06 – ORAÇÃO FINAL PARA O SEGUNDO DIA

Ó compassivo São José, esperança dos doentes e necessitados: valei-me em todas as necessidades e tribulações, alcançado-me a plena conformidade com os desígnios de Deus e a cura das enfermidades espirituais e corporais. Acolhei com bondade paternal os pedidos que vos faço nesta Novena … (fazer pedido pessoal) … e apresentai-os a Jesus que se dignou de obedecer-vos na terra. Amém!

 
 
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