| 02
– LITURGIA DA PALAVRA
Leitura
– Discurso de Paulo VI em 19 de março de 1966.
São
José conheceu, serviu e protegeu, mais do que qualquer
outra pessoa, os mistérios da infância de Cristo
e de sua Imaculada. A luz evangélica deste santo nos
convida a penetrar o sentido profundo, a apreciar o desígnio
divino a seu respeito, a observar a virtude cristã
e a aceitar as conseqüências necessárias
de tudo isso. Como a lâmpada doméstica, que emana
uma luz modesta e tranqüila, mas providencial e íntima,
afugentando a escuridão da noite; que convida à
vigilância cheia de idéias e de trabalho, confortando
no tédio do silêncio e no temor da solidão
e que parece anunciar com voz serena e segura a alvorada que
virá, assim a figura de São José, difunde
os seus raios benéficos na “casa de Deus”
que é a Igreja. Enche-a de recordações
humanas e inefáveis da chegada à cena do mundo
do verbo de Deus, feito homem por nós, que viveu como
nós sob a proteção, a guia e autoridade
do pobre trabalhador de Nazaré. Essa luz ilumina o
exemplo de vida com Jesus e Maria, e o seu serviço,
feito por amor.
Esse é o segredo da grandeza de São José,
grandeza que combina bem com sua humildade: a de ter feito
de sua vida um serviço, um sacrifício, ao mistério
da Encarnação e à missão Redentora
que a ele estava ligada; a de ter usado de sua autoridade
legal, que lhe cabia na Sagrada Família; a de ter convertido
a sua vocação humana ao amor doméstico,
na doação sobrenatural de si, do seu coração
e de toda a capacidade no amor colocado à disposição
do Messias, que nasceu em sua casa, era seu filho adotivo
e filho de Davi, mas que, na realidade, era filho de Maria
e filho de Deus.
Se a alguém pode ser atribuído o lema Evangélico
de “servir por amor”, este deve ser conferido
a São José, pois cabe a ele com perfeição
e justiça. “Servir por amor” é o
perfil que define, o esplendor que o glorifica. Servir a Cristo
foi a vida de José; servi-lo na humildade mais profunda,
na dedicação mais completa, servi-lo com amor
e por amor.
Palavra
da Igreja.
Graças
a Deus |
03
– EVANGELHO: Lucas 2,41-51
41
Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para
a festa da Páscoa.
42
Quando o menino completou doze anos, subiram para a festa,
como de costume.
43
Passados os dias da Páscoa, voltaram, mas o menino
Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem.
44
Pensando que o menino estivesse na caravana, caminharam um
dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre
parentes e conhecidos.
45
Não o tendo encontrado, voltaram a Jerusalém
à procura dele.
46
Três dias depois, encontraram o menino no Templo. Estava
sentado no meio dos doutores, escutando e fazendo perguntas.
47
Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com a inteligência
de suas respostas.
48
Ao vê-lo, seus pais ficaram emocionados. Sua mãe
lhe disse: "Meu filho, por que você fez isso conosco?
Olhe que seu pai e eu estávamos angustiados, à
sua procura."
49
Jesus respondeu: "Por que me procuravam? Não sabiam
que eu devo estar na casa do meu Pai?"
50
Mas eles não compreenderam o que o menino acabava de
lhes dizer.
51
Jesus desceu então com seus pais para Nazaré,
e permaneceu obediente a eles. E sua mãe conservava
no coração todas essas coisas.
Palavra da Salvação
Graças a Deus
|