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– LITURGIA DA PALAVRA
Leitura
– Encíclica de Leão XIII – Quamquam
Pluries.
São José é
o esposo de Maria e, pela lei, o pai de Jesus. Daí
decorre toda a sua grandeza, graça, santidade e glória.
É certo que a dignidade de Maria é alta e que
nada pode haver de mais sublime; mas, já que entre
a Virgem e José existe um vínculo conjugal,
não há dúvida de que São José,
mais que qualquer outro, ficou mais perto dessa igualdade
altíssima.
O matrimonio é a maior
união e amizade que existe, e, por sua natureza, requer
a comunhão de bens. Por isso, se Deus deu São
José como esposo da Virgem, deu-o a ela não
só como companheiro de vida, testemunha de sua virgindade
e guarda da honestidade de Maria, mas, muito mais, para que
participasse, através do pacto conjugal, de sua excelsa
grandeza.
Daí aconteceu que
o Verbo de Deus se submetesse com humildade a São José,
lhe obedecesse e prestasse a honra e reverência que
todo filho deve ao pai.
Desta dupla dignidade, naturalmente,
adivinham-se os deveres que a natureza prescreve ao pai de
família. José exerceu esses encargos e ministérios
durante toda a sua vida. Sua maior preocupação
foi tutelar com grande amor e vigilância diária
a esposa e o Filho; buscava com perseverança e sacrifício
o necessário para suas vidas; defendeu-os dos perigos
a que estavam ameaçados pelo ódio de um rei;
foi companheiro e tutor inseparável nas incertezas
das viagens e nas dificuldades do exílio.
A casa de Nazaré,
que José governou com pátrio poder, era o berço
da Igreja nascente. A Virgem mãe, por ser a mãe
de Jesus Cristo, é também a mãe de todos
os cristãos, que ela gerou, ao participar do sofrimento
do Redentor no Calvário.
Daí se deduz que São
José considerou como sua a multidão de cristãos
que formam a Igreja, sobre a qual ele, como esposo da Virgem
e pai de Jesus, tem uma autoridade paterna.
É, portanto, conveniente
considerar que São José protege e defende a
Igreja de Jesus Cristo, assim como outrora tutelou a família
de Nazaré em todos os acontecimentos. Todos os cristãos,
de qualquer condição e estado, têm motivo
para se abandonar e se confiar à amável tutela
de São José.
Palavra
da Igreja.
Graças
a Deus |
03
– EVANGELHO: Mateus 2,13-23
13
Depois que os magos partiram, o Anjo do Senhor apareceu em
sonho a José, e lhe disse: "Levante-se, pegue
o menino e a mãe dele, e fuja para o Egito! Fique lá
até que eu avise. Porque Herodes vai procurar o menino
para matá-lo".
14
José levantou-se de noite, pegou o menino e a mãe
dele, e partiu para o Egito.
15
Aí ficou até a morte de Herodes, para se cumprir
o que o Senhor havia dito por meio do profeta: "Do Egito
chamei o meu filho".
16
Quando Herodes percebeu que os magos o haviam enganado, ficou
furioso. Mandou matar todos os meninos de Belém e de
todo o território ao redor, de dois anos para baixo,
calculando a idade pelo que tinha averiguado dos magos.
17
Então se cumpriu o que fora dito pelo profeta Jeremias:
18
"Ouviu-se um grito em Ramá,
choro e grande lamento: é Raquel que chora seus filhos,
e não quer ser consolada, porque eles não existem
mais".
19
Quando Herodes morreu, o Anjo do Senhor
apareceu em sonho a José, no Egito,
20
e lhe disse: "Levante-se, pegue o menino e a mãe
dele, e volte para a terra de Israel, pois já estão
mortos aqueles que procuravam matar o menino".
21
José levantou-se, pegou o menino e a mãe dele,
e voltou para a terra de Israel.
22
Mas, quando soube que Arquelau reinava na Judéia, como
sucessor do seu pai Herodes, teve medo de ir para lá.
Por isso, depois de receber aviso em sonho, José partiu
para a região da Galiléia,
23
e foi morar numa cidade chamada Nazaré. Isso aconteceu
para se cumprir o que foi dito pelos profetas: "Ele será
chamado Nazareno" .
Palavra da Salvação
Graças a Deus
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