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DE JUNHO
Celebramos
S. Pedro e S. Paulo no Domingo entre os dias 28 de junho e
4 de julho. Sendo no Domingo fica em evidência a importância
dos dois Apóstolos. Eles são decisivos para
a Igreja. Pedro, antes chamado Simão (Marcos 3,16)
e Paulo, também chamado Saulo (cf. Atos dos Apóstolos
13,9), deram passos decisivos para que hoje nós fôssemos
Cristãos.
Pedro foi o chefe do grupo dos Apóstolos,
escolhido pelo próprio Jesus: Mateus 16,17–20.
Foi testemunha de grandes momentos da vida de Jesus, como
a Transfiguração (Lucas 9,28); a angústia
de Jesus e de sua prisão (Marcos 14, 33), fugindo de
medo (Mateus 26,56); e negou que conhecia Jesus no momento
mais difícil da sua vida (Mateus 26,69–75). Porém
viu o sepulcro vazio na manhã de Domingo (João
20,3–10) e foi confirmado por Jesus como líder
(João 21,15–19). Foi ele o primeiro que aceitou
na comunidade os que não eram judeus. Batizou e os
fez cristãos (Atos dos Apóstolos 11,47–48).
Fez milagres em nome de Jesus. Da Judéia chegou a Roma,
onde foi o chefe da Igreja.
Segundo
uma antiga tradição volta do ano 64 ele foi
morto na cruz, mas de cabeça para baixo. Isto aconteceu
ao lado do circo de Nero e lá foi sepultado, enrolado
em um pano, na terra, aos pés do Monte Vaticano. Naquele
lugar, sobre o seu túmulo, se ergue hoje a Basílica
de S. Pedro.
Paulo foi um grande missionário. De
perseguidor dos cristãos ele passa a anunciar Jesus
e formar a Igreja (Gálatas 1,15–23). Sua conversão
é narrada de modo impressionante em Atos dos Apóstolos
9,1–30. Escreve muitas cartas que encontramos no Novo
Testamento e nelas ensina como ser cristão, declarando
que em Cristo somos novas criaturas (2Coríntios 5,17).
Admite que é fraco e precisa da Graça de Cristo
(2Coríntios 13,7–10), que nele é muito
grande e forte (1Timoteo 1,14–16). Fundou várias
comunidades com diversos companheiros e manteve contato com
muitas pessoas, como podemos ver de suas cartas.
Grande missionário, ele foi até Roma onde encontrou
o martírio pelo ano 67. Foi degolado fora da cidade,
onde se encontra hoje a Basílica das três fontes.
Diz a história que sua cabeça cortada declarou
ainda o nome de Cristo três vezes, surgindo então
as fontes de água. A Basílica de S. Paulo marca
o seu sepulcro.
Pedro e Paulo eram homens como cada um de
nós. Também eram frágeis. Pedro negou
Jesus, tantas vezes foi fraco, mas perseverou. Paulo chegou
a declarar: Não pratico o que quero, mas faço
o que detesto. Quem me libertará? Jesus Cristo, Senhor
nosso (cf. Romanos 7,14.24–25). A Liturgia diz neste
dia: Por diferentes meios os dois congregaram a única
família de Cristo e, unidos no martírio, recebem
igual veneração.
Pela importância de Pedro e Paulo para toda a Igreja
comemora-se no dia deles o dia do Papa. Ele é o sucessor
de Pedro e representa a continuidade da vida dos Apóstolos
hoje.
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