| 24
DE JUNHO
A
relevância do papel de São João Batista
reside no fato de ter sido o "precursor"
de Cristo, a voz que clamava no deserto e anunciava a chegada
do Messias, insistindo para que os judeus se preparassem,
pela penitência, para essa vinda.
Já
no Antigo Testamento encontramos passagens que se referem
a João Batista. Ele é anunciado por Malaquias
e principalmente por Isaías. Os outros profetas são
um prenúncio do Batista e é com ele que a missão
profética atingiu sua plenitude. Ele é assim,
um dos elos de ligação entre o Antigo e o Novo
Testamento.
Segundo o Evangelho de Lucas, João, mais tarde chamado
o Batista, nasceu numa cidade do reino de Judá, filho
do sacerdote Zacarias e de Isabel, parenta próxima
de Maria, mãe de Jesus. Lucas narra as circunstâncias
sobrenaturais que precederam o nascimento do menino. Isabel,
estéril e já idosa, viu sua vontade de ter filhos
satisfeita, quando o anjo Gabriel anunciou a Zacarias que
a esposa lhe daria um filho, que devia se chamar João.
Depois disso, Maria foi visitar Isabel. "Ora
quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança
lhe estremeceu no ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito
Santo. Com um grande grito, exclamou: 'Bendita és tu
entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!
Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite?'"
(Lucas 1,41-43). Todas essas circunstâncias realçam
o papel que se atribui a João Batista como precursor
de Cristo.
Ao atingir a maturidade, o Batista se encaminhou para o deserto
e, nesse ambiente, preparou-se, através da oração
e da penitência - que significa mudança de atitude,
para cumprir sua missão. Através de uma vida
extremamente coerente, não cessava jamais de chamar
os homens à conversão, advertindo: "Arrependei-vos
e convertei-vos, pois o reino de Deus está próximo".
João Batista passou a ser conhecido como profeta. Alertava
o povo para a proximidade da vinda do Messias e praticava
um ritual de purificação corporal por meio de
imersão dos fiéis na água, para simbolizar
uma mudança interior de vida.
A vaidade, o orgulho, ou até mesmo, a soberba, jamais
estiveram presentes em São João Batista e podemos
comprová-lo pelos relatos evangélicos. Por sua
austeridade e fidelidade cristã, ele é confundido
com o próprio Cristo, mas, imediatamente, retruca:
"Eu não sou o Cristo"
(João 3,28) e "não
sou digno de desatar a correia de sua sandália".
(João 1,27). Quando seus discípulos
hesitavam, sem saber a quem seguir, ele apontava em direção
ao único caminho, demonstrando o Rumo Certo, ao exclamar:
"Eis o cordeiro de Deus,
que tira o pecado do mundo" (João
1,29).
João batizou Jesus, embora não quisesse fazê-lo,
dizendo: "Eu é que
tenho necessidade de ser batizado por ti e tu vens a mim?"
(Mateus 3,14). Mais tarde, João foi preso e degolado
por Herodes Antipas, por denunciar a vida imoral do governante.
Marcos relata, em seu evangelho (6,14-29),
a execução: Salomé, filha de Herodíades,
mulher de Herodes, pediu a este, por ordem da mãe,
a cabeça do profeta, que lhe foi servida numa bandeja.
O corpo de João foi, segundo Marcos, enterrado por
seus discípulos.
Oração
a São João Batista
São João Batista, voz que clama no deserto:
"Endireitai os caminhos do Senhor...
fazei
penitência, porque no meio de vós está
quem não conheceis e do qual
eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias",
ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas
para que eu me torne digno do perdão
daquele que vós anunciastes com estas palavras:
"Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira os pecados
do mundo".
|