Este
trecho é o segundo relato da criação,
datado do século X a.C., quando Salomão reinava
em Israel. É uma reflexão de sabedoria sobre
o homem. Mostra o projeto de Deus para o homem e a sua não
aceitação. O texto faz parte da tradição
javista (J), cujo autor é anônimo,
denominado javista. O texto serviu-se de várias tradições
e culturas da época. Pode ser definido como doutrinal,
e fala do passado em vista do presente e do futuro. Descreve
na imagem de um jardim a vida paradisíaca que Deus
planejou para o homem. A imagem do jardim era muito desejada
por aqueles que moravam no deserto e sonhavam viver num
lugar com pomares, áreas verdes, água, frutos...
No
centro desse jardim está a árvore da vida,
a síntese a que todo ser humano aspira, isto é,
a própria vida. Junto da árvore da vida o
homem pode usufruir de todos os bens. Mas junto dela está
também a árvore do conhecimento do bem e do
mal, isto é, da possibilidade de o homem tornar-se
auto-suficiente, como o último critério do
que é bom ou mau para si e para os outros.
Os
capítulos 1-11 do Gênesis constituem uma ponte
que liga Abraão à criação do
mundo. Na verdade, existem duas tradições
que descrevem a origem do mundo e do homem. Uma narração
da criação é atribuída à
tradição sacerdotal (P) e
a outra, que descreve o homem posto no paraíso, mais
primitiva, assim como a criação da mulher,
a queda de Adão e Eva, é atribuída
à tradição javista. Positivamente,
o hagiógrafo não construiu uma história
da criação, mas serviu-se das tradições
anteriores e das culturas que refletiam a criação
do mundo que lhe eram contemporâneas.
A
liturgia apresenta sinteticamente a criação
de Adão do pó, com o sopro de Deus comunicando-lhe
a vida. Ao criá-lo, o Senhor o colocou num jardim
magnífico, mostrando o seu grande amor por ele. Em
contraposição à bondade de Deus vem
a desobediência de Adão e Eva. Esta, instigada
pela serpente, duvida do amor criador e reivindica a sua
autonomia moral para decidir independentemente de Deus,
gerando assim o pecado original. Esse ato de soberba tem
como resultado a punição e a perda da amizade
divina e a percepção da sua miséria.
Faz com que se encontrem sozinhos, como se fossem náufragos
no oceano.
A
serpente é hostil a Deus e inimiga do homem. O jogo
dela é o símbolo da auto-suficiência.
Usou a tática de fazer com que eles, aprofundando
o conhecimento do bem e do mal, se tornassem como Deus.
Assim, quando roubamos o lugar de Deus, tornamo-nos idólatras,
pois cultuamos a nós mesmos e a nossa ganância,
que é descrita no capítulo 3 na forma de comer.
Aí se reflete o que acontece quando as pessoas dão
livre curso à ganância, ao desejo de posse
e à auto-suficiência, deparando com a morte.
De fato, a culpa descrita no capítulo 3 adquiriu
contornos definitivos no capítulo 4, quando Caim
matou Abel.
Este
trecho representa a etapa mais trágica da história
do homem. Nossos progenitores foram postos na existência
nas melhores condições, mas não tomaram
consciência da sua riqueza, pois, criados do pó
da terra (Adamah), foram colocados no jardim
das delícias (Gênesis 2,8)
para cultivá-lo, guardá-lo e usufruir dele
(Gênesis 2,15).
A
serpente enganou Eva com duas mentiras:
01)
Deus não proibiu de comer o fruto.
02) Se vocês
o comerem tornar-se-ão como Deus, conhecendo o
bem e o mal.
Ela
vê a Lei como uma limitação. Apresenta
Deus como um déspota, e não como um Pai. Ao
comerem o fruto ficaram nus. Para a tradição
hebraica, Adão e Eva estavam revestidos no paraíso
de uma “veste de glória”,
mas com o pecado foram despidos dela, perderam o brilho
da vida divina que possuíam, tornaram-se nus de “ser”,
enquanto amados por Deus. Cortaram o relacionamento com
Deus e ficaram sós.
A
criação do homem é narrada numa linguagem
mitológica popular comum nas fontes extra-bíblicas.
Deus é descrito como um oleiro que plasma a argila,
quase acariciando com delicadeza a sua criatura. O nome
que o homem recebeu, “Adamah”,
significa “terreno”,
“tirado da terra”.
Assim, a origem do homem está fortemente ligada à
terra, da qual tira o seu sustento e para a qual voltará.
Todavia, a sua vida deriva de Deus, pois este lhe soprou
nas narinas e o tornou “alma
vivente”, com “néfesj”
(alma). No texto, o hagiógrafo não
quer referir-se a um princípio espiritual do homem,
mas à sua vida em geral, a qual depende de uma intervenção
especial de Deus.
Depois
de criá-lo, Deus o colocou no Éden, com superioridade
sobre os animais, pois possui o espírito de vida.
Deus age aqui como um agricultor, planta um jardim rico
em vegetações para o homem. O jardim lembra
nas mitologias a habitação dos deuses. O jardim
chamado paraíso é um termo persa que indica
os jardins extraordinários dos monarcas orientais.
Éden em aramaico significa “Eteppa”,
e não delícia ou prazer como o termo afim
no hebraico. O Éden exprime a fecundidade do jardim,
e nele estavam as duas árvores simbólicas.
Na literatura oriental antiga, a árvore da vida era
símbolo da imortalidade, a árvore do bem e
do mal simbolizava o conhecimento, a experiência total,
divina, reservada ao Criador, a qual também seria
partilhada pelo homem se não tivesse pecado. Mas,
com a desobediência, ele pretendeu usurpar a prerrogativa
de Deus, negando o seu estado de dependência e reivindicando
autonomia.
Assim,
o mal entrou no mundo por obra do demônio e pela rebelião
do homem (Sabedoria 2,24). A serpente,
símbolo da hostilidade, simbolizava para os pagãos
o Deus da fecundidade, um ser astuto. Para o hagiógrafo,
é a imagem de uma criatura rebelde ao plano de Deus.
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| Começamos
a Quaresma, caminho anual de preparação à
Páscoa, centrado na história fundamental da
história do homem pecador, o qual não pode encontrar
por si só uma estrada de salvação. É
Deus quem a oferece a ele. Pecador e escravo, ele não
pode pagar o seu resgate, mas é Deus, fazendo-se homem,
que o paga.
O
amor insistente de Deus não pode ser desilusão.
Assim, somos todos chamados a retificar os nossos caminhos
para que coincidam com os caminhos de Deus.
A
primeira leitura nos pergunta: “Quem
eu sou? De onde vim? Para onde vou?”.
No simples nível carnal somos homens que vimos de outros
homens, nascemos para morrer, como fruto de um conjunto de
causas. Para os hebreus, entretanto, todo esse conjunto de
causas tem sempre a ação concreta de Deus.
Confrontando-nos
com o texto do Deuteronômio, vemos que a nossa história
é sempre uma história pessoal de nulidade, no
sentido de que o homem, sendo um ser racional, é carne.
É também uma história pessoal de pecado
no sentido de que o homem, olhando para dentro do seu coração,
se descobre inclinando-se para o mal, em meio a tantas misérias.
Esta leitura nos lembra que somos peregrinos e que o nosso
porto é a terra prometida, isto é, o encontro
pessoal com Deus. Neste caminho não estamos sós.
Deus está conosco.
A
segunda leitura mostra que a obra de salvação
que Deus opera em nós para nos tirar da nossa insignificância
e nos fazer participar da natureza divina é a graça,
que deve ser acolhida mediante a fé. Esta fé
deve estar enraizada no coração, em nossa interioridade
profunda, bem protegida dos solavancos que comumente nos agitam.
E, do fundo do nosso coração, deve depois externar-se
na vida concreta de cada dia. Não devemos contentar-nos
em professá-la apenas formalmente com a boca. A nossa
fé deve ser acompanhada por obras. Se acolhermos a
graça do Senhor, que suscita em nós a fé
e a vontade de colocá-la em prática, não
seremos desiludidos. O Senhor não faltará com
as suas promessas. O nosso caminho prosseguirá seguro
em direção à terra prometida.
O
evangelho mostra que não podemos pretender fazer o
nosso caminho sem padecer alguma prova. As tentações
são fruto da nossa debilidade intrínseca. Somos
fruto das tentações do inimigo, que quer levar-nos
à parte e iludir-nos com suas sugestões. Não
esqueçamos que também Deus pode nos colocar
à prova.
Jesus,
igual a nós em tudo menos no pecado, quis submeter-se
às tentações no momento em que se preparava
para a sua missão com jejum e oração.
O demônio tenta dissuadi-lo do seu intento, sugerindo-lhe
outros meios mais rentáveis, mais fundados na sabedoria
humana. Jesus não se deixou levar pelos argumentos
falsos do demônio, mas manteve a sua escolha ancorada
na vontade de Deus.
Encontramo-nos
diante de duas encruzilhadas: qual devemos tomar? É
muito fácil, por sugestão do tentador, ou por
nossa debilidade, ou ainda por influência de ideias
que nos circundam, tomarmos o caminho mais largo e cômodo.
Ao contrário, o caminho que a Palavra de Deus nos mostra
parece cheio de sacrifícios.
Portanto,
procuremos fazer um pequeno programa para esta Quaresma, pequeno,
mas eficaz: um programa que conste de um melhor conhecimento
da Palavra de Deus, que chegue até o coração;
uma realização prática desta Palavra
na vida diária, apesar das tentações
e das provas.
A
Quaresma é o tempo de preparação para
o grande evento da ressurreição. Neste tempo
a Igreja sempre nos pede uma pausa prolongada de reflexão,
de penitência, de sacrifício, de renúncias
e recolhimento para vivermos mais atentamente os eventos da
ressurreição.
Hoje
Jesus é apresentado diante das tentações,
que nos lembram que ser tentado é próprio da
condição humana, que Jesus assumiu totalmente
(Hebreus 4,15). Mas esse fato nos lembra
também que a tentação pode ser superada.
A tentação tem o objetivo de avaliar o valor
da pessoa. Pode ser um fato que nos leva à prova para
nos conduzir à infidelidade (sentido negativo),
ou pode nos fazer crescer na fidelidade (sentido positivo).
Lembremos que Deus permite que sejamos tentados porque respeita
a nossa liberdade e nos dá meios para vencer.
O
tentador por antonomásia é o demônio.
Ele não desanima (Lucas 4,12). Porém,
as tentações vêm do interior do homem,
da sua natureza frágil, inclinada ao pecado. É
o que João chama de concupiscência da carne (1
João 2,16). É uma força que
gera desordens nas faculdades morais do homem, e, mesmo não
sendo em si mesma um pecado, inclina o homem ao pecado (Catecismo
da Igreja Católica, 2515). É uma fragilidade
em nossa interioridade profunda, onde somos capazes de decidir
e chamados a decidir. “Um
ninho de cobras”, diz François
Mauriac. Paulo fala que esta é uma lei que está
no coração do homem: “Não
faço o bem que quero, mas o mal que não quero
fazer” (Romanos 7,19).
As
tentações também podem vir do exterior,
isto é, do ambiente do “mundo”,
com a sua mentalidade que se opõe a Deus, e influi
em nossas decisões. Hoje isto se manifesta num confronto
de pressões individuais e coletivas, através
do egoísmo, de explorações, violências,
falsidades, idolatria, culto ao dinheiro, prazer... Tudo isso
cria uma cultura que determina nosso pensamento e escolha.
Esta, por sua vez, usa mecanismos que fazem o homem acreditar,
por meio do ser intermediário “carne
e mundo”, que a palavra de Deus não
é confiável, que limita e impede de ser livre,
autônomo, capaz de julgar aquilo que é realmente
desejável... Quando o mundo da técnica, da ciência
e da riqueza é visto como um meio de segurança
e faz concluir que é possível ir em frente sozinho
(Gênesis 3,5), então se tem
como pai o diabo, o pai da mentira (João 8,43-44).
Para
não cair na armadilha do demônio é preciso
fazer a vontade do Pai (João 8,28).
Mas para isso é necessário o Espírito
Santo, que ajuda a discernir o bem e o mal, e dá a
consciência de que sem a ajuda de Deus não se
pode fazer nada (João 15,1-5), de
que a força vem de Deus: “Tudo
posso naquele que me conforta” (Filipenses
4,13). Portanto, é preciso permanecer firme
no amor de Deus, e então a tentação não
será mais uma ocasião para o mal, mas para firmar
a nossa fidelidade a Deus: “Bem-aventurado
aquele que suporta a tentação, porque, depois
de superá-la, receberá a vida, o prêmio
que o Senhor prometeu aos que o amam”
(Tiago 1,12).
Jesus,
solidário com o homem, é totalmente livre do
pecado, mas não da tentação. A técnica
que Jesus usou contra o demônio foi a de que com Satanás
não se discute, e se opôs a ele com a força
libertadora da Palavra. De fato, Jesus respondeu-lhe três
vezes com a força da Palavra. Foi diferente de Adão
e Eva, que se expuseram à sedução, dialogando
com o sedutor, e assim foram vencidos.
O
demônio nos tenta com sofismas, com raciocínios
que aparentemente parecem justos. Assim ele enganou Eva, e
assim ele nos engana, podendo nos dizer: “Supere
este limite imposto por Deus e será adulto, dono de
si, capaz de decidir por si mesmo...”.
Adão e Eva aceitaram este raciocínio e sentiram
a solidão, o vazio do ser, o medo da morte.
Precisamos
reconhecer sem exagero as conseqüências do pecado
de Adão e Eva (pecado original) em
nosso tempo de perda de sentido de Deus na vida, de pretensão
de ser o único artífice da vida, o demiurgo
da própria história (Gaudium et Spes),
de aspiração de uma autonomia absoluta, de ateísmo
prático que confia na libertação econômica
e social, de perda fundamental da dimensão do pecado.
A
liturgia apresenta duas tentações, a de Adão
e a de Jesus, de dois modos diferentes: com Adão e
Eva, demolindo a Palavra de Deus e aceitando as palavras do
diabo. Eles vêem Deus como um concorrente, não
confiam em sua palavra, rebelam-se contra o seu projeto, não
querendo ser dependentes dele.
A
ação do diabo é constante na vida do
homem, embora o mundo moderno não se dê conta
de sua força e de sua presença na vida do homem.
O polonês Laszek Kolakowski, em “conversa com
o diabo”, imagina-o dizendo: “Às
vezes entro nas igrejas e escuto com calma, atenção
e serenidade as homilias dos padres. Acontece muito raramente,
cada vez mais raramente, que um pregador, mesmo o mais humilde
padre do interior, lembre-se de falar de mim no púlpito,
no confessionário ou em qualquer outro lugar. Mas por
que tem vergonha? Porque tem medo de fazer o papel de atrasado,
de caboclo que acredita em fábulas!”.
São
Filipe Neri, quando celebrava a Eucaristia, disse a Jesus:
“Senhor, não confie
muito em mim, pois sou capaz de pecar em menos de cinco minutos.”
Santo
Afonso de Ligório, já com 80 anos, curvado pela
artrite, dizia: “Tenho
as mesmas tentações de quando era estudante
na universidade de Nápoles”.
Martegna
escreveu aos pés de uma pintura sua esta frase em latim:
“Nihil nisi divinum
stabile est; caetera fumus”: “Nada
senão aquilo que é divino é estável,
tudo o resto é fumaça.”
Ludwing
Van Beethoven disse: ”Se
pudesse livrar-me do meu mal, ergueria o mundo”.
Giovanni
Papini disse: “O homem,
para se elevar, precisa pôr-se de joelhos”.
O
tempo da Quaresma nos leva a refletir sobre a nossa humanidade
decaída. Pede-nos, portanto, mais ascese para nos libertarmos
dos pecados. Quem abre a janela para o panorama deste mundo
vê coisas que alegram o coração, mas não
pode fechar o coração para tantos fatos que
são causas de tristeza. Os homens, filhos do mesmo
Pai, suicidam-se, geram violência, egoísmo, ódios...
Filhos pisam na dignidade dos pais, leis imperantes do prazer
animalizam o homem, critérios de vida atentam contra
a dignidade humana, sofrimentos, injustiças, mortes...
Por que tudo isso? Por causa do pecado de Adão, que
atingiu a todos. Por isso, o pecado jamais será uma
celebração da liberdade, porque é submissão
à potência do mal.
No
século IV, a Igreja organizou a primeira Quaresma,
composta de três semanas, com forte acento batismal,
a fim de preparar os catecúmenos para o Batismo na
vigília pascal. Alguns séculos mais tarde, a
Quaresma foi ampliada para cinco semanas, começando
na quarta-feira de cinzas, e teve uma conotação
mais penitencial para o povo, especialmente para os penitentes
públicos que se reconciliavam na quinta-feira santa.
Com
a reforma litúrgica, os dois primeiros domingos da
Quaresma apresentam o tema da conversão ou penitência,
os demais apontam para o Batismo. Embora a Quaresma tenha
a conotação da conversão de coração,
mente e conduta, mediante a escuta da Palavra, penitência,
esmola, oração e confissão, ela é
acima de tudo uma atitude permanente de vida cristã,
um estilo de viver como cristão, como discípulo
de Jesus.
Como
é possível que Jesus tenha sido tentado? Porque
era um homem em tudo igual a nós (Hebreus 4,15).
Portanto, a tentação foi natural para Ele, e
a venceu porque era Filho de Deus.
Nas
tentações de Jesus fica claro que elas ocorreram
no início da sua vida pública, e se referem
à sua identidade e função messiânica,
e que Jesus as venceu não como o Messias triunfalista
esperado pelo judeus, mas como Servo de Javé. Suas
tentações são uma réplica das
tentações do povo de Israel no deserto. A “fome”,
que fazia o povo sentir saudades do Egito (Êxodo
16), hoje pode traduzir-se em materialismo, consumismo,
na primazia do ter sobre o ser. A “tentação
a Deus”, que fez o povo pedir a Deus
milagres ao sentir sede (Êxodo 17),
hoje se traduz na tentação de querer manipular
Deus com os mecanismos de uma religião interesseira.
A “idolatria”
do poder, que fez o povo fabricar um bezerro de ouro e adorá-lo
como a um deus (Êxodo 32), hoje se
traduz em substituir Deus pelo poder, pelo dinheiro, pelo
sexo etc. A todas essas tentações Jesus responde
com a Palavra:
1)
“Ele
o afligiu, fazendo-o passar fome e depois o alimentou
com o maná, desconhecido por você e por seus
pais, para lhe mostrar que nem só de pão
vive o homem mas de tudo que procede da boca do Senhor”
(Deuteronômio 8,3).
2) “Não
tentem o Senhor seu Deus, como o tentaram em Massa”
(Deuteronômio 6,16).
3) “Você
temerá o Senhor seu Deus, a ele servirá
e pelo seu nome jurará” (Deuteronômio
6,13).
Nas
tentações, é a primeira vez que o demônio
intervém na vida de Jesus e o faz abertamente, pondo-o
à prova. Neste episódio Jesus nos ensina como
devemos vencer as tentações. Ele permite as
tentações para nos purificar, nos fazer santos,
para nos dar maturidade, para nos fazer humildes. Para vencermos
as tentações, além das mortificações
é necessária a oração: ”Vigiem
e orem para não caírem em tentação”
(Marcos 14,38). “Não
nos deixeis cair em tentação”.
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