Untitled Document
LITURGIA SEMANAL
MENU
Santuário São José
Home >
SANTUÁRIO
FORMAÇÃO
ACESSE
[novo] Fotografias >
 
Untitled Document
ANO C - São Lucas
TEMPO COMUM
TEMPO PASCAL
SEMANA SANTA
QUARESMA
TEMPO COMUM
NATAL
ADVENTO
COMENTÁRIO AOS TEXTOS BÍBLICOS

Ano C
SANTA MARIA, MÃE DE DEUS
01 de Janeiro de 2010

Primeira Leitura
Números 6,22-27
BÊNÇÃO DE DEUS AO SEU POVO

Este trecho não está propriamente ligado à solenidade de hoje. Está ligado ao costume das saudações do ano novo e, portanto, nos relata uma fórmula de bênção sacerdotal atribuída a Abraão. Com esta bênção se encerravam as celebrações litúrgicas no Templo e ela era pronunciada pelo sacerdote. É uma bênção ascendente, em que o homem louva a Deus, e descendente, pois com ela Deus preenche o coração do homem com bênçãos e alianças. O sentido bíblico da bênção é implorar saúde, felicidade, sucesso e progresso para o indivíduo. Em alguns casos ela assumia no antigo Israel um significado especial, por exemplo, quando um pai a dava aos filhos, ou quando um rei em circunstâncias solenes abençoava o povo (2 Samuel 6,18; 1 Reis 8,14). O sacerdote a pronunciava sobre o povo no início ou no final das assembléias litúrgicas (Levítico 9,22). Nestes casos, o agente agia em nome de Deus e a bênção era entendida como uma comunicação de paz e prosperidade em nome de Deus.

Na fórmula desta bênção Javé é invocado três vezes. A bênção pede para que ele seja o verdadeiro Deus para o povo com seus dons e benefícios. Pede também que torne estável o relacionamento com ele.

O livro dos Números retoma a narração da caminhada dos hebreus pelo deserto em direção à terra prometida, depois dos acontecimentos do Sinai e da legislação sacerdotal do Levítico, que acrescenta alguns complementos a essa legislação, como Números 5-6, onde há uma fórmula ritual de bênçãos usadas pelos levitas para se despedir da assembléia cultual de Israel.

Nosso texto pertence à tradição sacerdotal - P -. Deus é o parceiro do homem na realização de suas expectativas, indo ao seu encontro com bênçãos. A bênção traduz a presença de Deus entre o povo. Deus faz resplandecer seu rosto, ou seja, manifesta sua graça, favorece a vida, comunica o “Shalom”. Esta fórmula de bênção é um “Midrash”.

Segunda Leitura
Gálatas 4,4-7

O FILHO DE DEUS, NASCIDO DE UMA MULHER

Este é o único trecho em que o apóstolo Paulo nomeia a Mãe de Jesus. Ele vê em Jesus o “sêmen da mulher”, e particularmente da luta contra o mal. Para os exegetas, este trecho expressa a realidade histórica da encarnação. É um texto cristológico e não mariológico.

É indicado o advento de Cristo ao mundo, como princípio de nossa liberdade espiritual e de nossa adoção divina.

O tempo (eôn) de que Paulo fala é o tempo estabelecido por Deus para a realização de nossa salvação. Quando enviou a plenitude (pleroma), Deus enviou (exapesteilen), mandou para fora, de junto de si, o seu Filho de natureza divina para assumir através de uma mulher a condição humana sujeita ao pecado e à Lei. Aqui teve início uma nova fase da história da salvação. O tempo de espera terminou, pois o Filho de Deus, com sua encarnação, deu início ao novo tempo.

O objetivo da encarnação é duplo:

1) Negativo: Para resgatar os que estavam sob a escravidão da lei (1 Coríntios 1,30,6.20; Romanos 3,24; Colossenses 1,14).
2) Positivo: Para dar a liberdade e a dignidade de filhos de Deus (niothesia), que é puro dom de Deus. A prova desta adoção é a experiência do Espírito que os que crêem fazem dele. O Espírito suscita neles a oração Abba (Marcos 14,36).

Como filhos de Deus pelo resgate da escravidão da Lei, tornamo-nos co-herdeiros dos mesmos bens que o Pai estabeleceu para seu Filho (Romanos 8,17). O apóstolo Paulo usa as palavras do seu tempo para esta comunidade, onde alguns missionários judeus pretendiam impor as práticas judaicas, como a circuncisão. Por isso emprega palavras como herdeiro, escravo, filho... Também utiliza as categorias de tempo e idade: passado e presente, menoridade e maioridade. Para Paulo, o passado é o tempo em que o povo estava na menoridade, era escravo apesar de herdeiro. Assim era o povo do Antigo Testamento, assim eram os gálatas antes de conhecer Cristo e assim éramos nós antes do Batismo. Porém Deus marcou o tempo de nossa emancipação, de nossa maioridade, em que nos tornamos filhos e tomamos posse de nossa herança. Por isso não existe mais uma relação de patrão e escravo, mas de pai e filho. Voltar atrás é voltar a ser escravo, é jogar fora a herança, é desprezar a graça de Deus.

Evangelho
Lucas 2,16-21

JESUS, FILHO DE MARIA

Depois que os anjos comunicaram aos pastores a notícia alegre do nascimento de Jesus, afastaram-se e deixaram que os pastores divulgassem a boa nova. Os pastores foram às pressas a Belém, o que indica o estado de ânimo deles, e se tornaram imediatamente os anunciadores da salvação. O pasmo dos pastores ao receber a notícia não foi um maravilhamento diante de algo insólito, mas a percepção de que se encontravam diante de um mistério intransponível para os sentidos e a razão que só podia ser aceito pela fé.

O anúncio aos pastores mostra a opção de Deus pelos marginalizados, e os pastores o eram. Eram mal vistos porque não respeitavam as propriedades, invadindo-as com seus rebanhos, e cobravam preços altos por seus produtos. Segundo o Talmude babilônico, um pastor não podia ser eleito para cargos, nem ser juiz ou testemunhar nos tribunais, por causa de sua má fama.

Os pastores reconheceram o menino como o Salvador, pois nasceu como qualquer um deles ou de seus filhos e falava a linguagem deles.

Maria, diante deste fato, guarda e medita tudo em seu coração. Ela discerne a presença de Deus nos fatos e interpreta a ação de Deus nos acontecimentos obscuros. Resgata a memória da solidariedade de Deus na caminhada do povo no passado e no presente. Neste sentido ela é exemplo para todas as pessoas ativas e contemplativas ao mesmo tempo.

O último versículo destaca os acontecimentos da conversão e a imposição do nome a Jesus.

A circuncisão era um sinal, que significava a aliança de Deus com Abraão (Gênesis 17). Era o sinal de pertença ao povo eleito. A imposição do nome era a expressão do compromisso que cada israelita assumia com a circuncisão em relação a Deus e ao seu povo. A circuncisão, feita após oito dias, era uma determinação da Lei (Lucas 1,31). O nome Jesus (Javé salva), que fora comunicado a Maria pelo anjo (Lucas 1,31), exprimia a missão de Jesus que Deus lhe estabeleceu desde a eternidade (Mateus 1,21)

Com a circuncisão, Deus mostra sua solidariedade conosco. Com ela Jesus assume os valores de sua gente. O nome que ele recebeu era, na mentalidade semita, a carteira de identidade da pessoa.

REFLEXÃO

Nossa liturgia, depois de nos ter indicado o modo de dar um sentido e um conteúdo religioso a nossos cumprimentos do dia de hoje, desenvolve a idéia de uma nova época de bênção inaugurada pela encarnação de Jesus através da disponibilidade de Maria, que soube acolher a palavra que lhe foi dirigida.

Um início de ano sempre traz o anseio de esperança e apreensões sobre o que acontecerá pessoalmente ou socialmente. A liturgia nos mostra que a bênção de Deus nos espera no novo ano, pois desde o início da humanidade o homem é objeto das bênçãos divinas (Gênesis 1,28). Deus deu a benção a Abraão destinando-a à terra toda (Gênesis 12,3). Deus nos enviou seu Filho para nos abençoar (Atos dos Apóstolos3,26). Jesus abençoava as crianças e os doentes, e depois de sua Ascensão continua abençoando a sua Igreja (Efésios 1,3), e continuará a fazê-lo até o dia em que disser: “Venham, benditos de meu Pai” (Mateus 25,34).

Deus, ao abençoar uma pessoa, toma-a sob sua proteção e defende sua vida. “Mesmo que tiver que caminhar por vales tenebrosos não temerei, porque o Senhor está comigo” (Salmo 22,4). O Senhor volta para nós a sua face, isto é, olha-nos com um rosto amigo e nos ama dando-nos a paz, o dom maior que devemos desejar a todos.

Neste primeiro dia do ano, além da referência ao nascimento de Jesus, que dá sentido a este tempo litúrgico, existe uma outra ligação, pois junto com o Emanuel aparece uma mulher, que foi protegida desde o início da história humana: “Porei inimizades entre você e a descendência dela” (Gênesis 3,15). Maria nos deu Jesus, permitindo que Deus nascesse no tempo e viesse intervir pessoalmente na história dos homens. É certo que Jesus nasceu na eternidade. Nasceu do Pai “antes de todos os séculos, gerado e não criado, da mesma substância do Pai”, mas, ao se fazer homem, nasceu no tempo no seio de Maria. Assim, quando pensamos no mistério da encarnação, devemos pensar necessariamente em Maria.

Depois de ter concentrado nossas atenções em Jesus no período natalino, a Igreja quer neste primeiro dia do ano fixar suas atenções em Maria, para festejar sua maternidade divina. De fato, ao contemplar esta criança no mistério da encarnação, não se pode separá-la de Maria. Assim, depois de ter contemplado o Menino no presépio e de ter reconhecido nele o Verbo feito carne, o Salvador da humanidade, queremos agora voltar nosso olhar para a Mãe do Menino e reconhecer nela a Mãe de Deus (Theotokos). Na verdade, quando a Igreja proclamou Maria como Theotokos, teve a intenção de garantir o mistério da encarnação. Garantir a unidade pessoal de Jesus Deus e homem, unidade tal que a maternidade de Maria em relação a Jesus era por isso mesmo maternidade em relação ao Filho de Deus. Maria é Mãe de Deus, porque Jesus é Filho de Deus. É Mãe não apenas na ordem da geração humana, mas, como Jesus é o Filho de Deus, ela é também Mãe de Deus.

A maternidade de Maria nos mostra que o Verbo, Pessoa divina, tornou-se homem pelo consórcio de uma mulher e pela obra do Espírito Santo. Uma mulher foi associada ao mistério da vinda do Salvador ao mundo. Graças a Maria, o nascimento de Jesus é um verdadeiro nascimento e sua vida na terra torna-se semelhante à de todos os homens.

O título de Mãe de Deus põe em evidência a encarnação, mas também a dignidade suprema de Maria. Assim, os que acreditam que Jesus é o Filho de Deus não podem deixar de crer que Maria é Mãe de Deus.

Só o título Mãe de Deus nos coloca diante de um mistério surpreendente: o Filho que é Deus na eternidade e em sua divindade, que foi gerado só pelo Pai, introduziu-se no mundo nascendo de uma mulher. Esta mulher recebeu dele uma dignidade incomparável, pois ela é mãe daquele que é Deus. É uma grandeza que o espírito humano jamais poderia imaginar para uma criatura. Daí se compreende porque no século V surgiu uma controvérsia sobre este assunto. Quando a invocação Theotokos já estava difundida e havia entrado no uso da piedade cristã, alguns teólogos tiveram uma certa dúvida sobre esta idéia difundida e tentaram frear o movimento, afirmando que Maria era mãe só do homem Jesus e não se podia qualificá-la como Mãe de Deus. O Concílio de Éfeso condenou esta posição e declarou solenemente Maria como Theotokos. Justamente porque Jesus é o Filho de Deus encarnado em seu seio virginal, ela é Mãe deste Filho de Deus e por isso Mãe de Deus.

A dignidade concedida a Maria mostra até que ponto Deus levou a reconciliação do homem com ele. Devemos lembrar que, depois do pecado, Deus assegurou que faria uma aliança com uma mulher para assegurar a vitória sobre o inimigo (Gênesis 3,16). A mulher fora destinada a tornar-se aliada de Deus na luta contra o Demônio. Ela seria mãe daquele que calcaria o inimigo a seus pés.

O descendente desta Mulher que concretiza o oráculo profético não é simplesmente um homem. É um homem graças a Maria, de quem é filho, mas ao mesmo tempo é Filho de Deus. Assim, a aliança feita entre Deus e a Mulher assume nova dimensão. Maria entra nesta aliança como Mãe do Filho de Deus. No lugar da imagem da mulher que pecara, Deus fez surgir uma mulher perfeita, que recebe uma maternidade divina, elevando-a a uma altura inatingível.

Ficamos pasmados ante o fato de que uma mulher tenha colocado no mundo aquele que é Deus, que tenha recebido a missão de educá-lo como qualquer mãe faz com seu filho. Maria foi uma educadora admirável, pois Jesus lhe era submisso, e isto indica que a presença materna de Maria influiu profundamente no desenvolvimento humano do Filho de Deus.

O Filho de Deus, ao se rebaixar para tornar-se carne e ser igual ao homem em tudo, menos no pecado, elevou a humanidade ao nível de Deus. Com Jesus encarnado Deus não só restabeleceu a integridade e pureza da vida do homem, mas também lhe comunicou uma vida divina e lhe abriu pleno acesso à familiaridade do homem com ele.

Por isso, Maria nos faz compreender a grandeza do amor divino. Ela nos introduziu na obra divina, na qual Deus não se limitou a curar a humanidade das chagas do pecado, mas nos deu um destino superior de união íntima com ele.

Maria é a Senhora, cheia de graças e de virtudes, Mãe de Deus e nossa Mãe. É a mais excelsa de todas as criaturas, a bendita, a “cheia de graça”, aquela que todas as gerações chamarão bem-aventurada. Ela ocupa depois de Cristo o lugar mais elevado e mais próximo de nós, em função de sua maternidade divina. Ela, pela graça de Deus, depois de seu Filho, foi exaltada sobre todos os anjos e todos os homens. Por ela chegaram ao seu cumprimento os oráculos dos profetas que anunciaram a vinda do Messias e, permanecendo virgem, o gerou.

Como homem Jesus nasceu, “foi feito” de Maria. Por isso São Cirilo dizia: “Muito me admira que haja alguém que tenha alguma dúvida de que a Virgem Santíssima deva ser chamada Mãe de Deus. Se Jesus é Deus, por que a Santíssima Virgem, que o deu à luz, não há de ser chamada Mãe de Deus? Esta é a fé que os discípulos do Senhor nos transmitiram, ainda que não tenham empregado esta expressão”.

Quando Maria disse Sim ao desígnio que Deus lhe revelou, o Verbo divino assumiu a natureza humana, com uma alma racional e um corpo formado no seio de Maria. A natureza humana e a divina se uniram numa única pessoa: Jesus Cristo verdadeiro Deus e verdadeiro Homem.

Sua maternidade é perpétua, para sempre, pois, ao ser elevada aos céus, não deixou essa missão salvadora. Continuou obtendo junto de seu Filho a nossa salvação. Com seu amor materno cuida de seus filhos que ainda peregrinam na terra.

Conhecendo Cristo, alimentando-o, apresentando-o ao Pai no templo, padecendo com ele na Cruz, cooperou com a obra do Salvador mediante sua obediência na fé

Visto que Maria deve ser considerada o caminho pelo qual chegamos a Cristo, quem a encontra não pode igualmente deixar de encontrar o Cristo. O povo cristão sempre teve a convicção de que se chega a Deus através de Maria.

Hoje também lembramos o primeiro dia do ano. Isto significa que o tempo passa, mas devemos aprender a contar os tempos eternos, pois com a encarnação de Jesus Deus operou em nós um enxerto de absoluto, de eternidade, fazendo com que tenhamos um pedaço da eternidade. O Menino que hoje recebe o nome de Jesus, ou seja, de Salvador, injetou em nossa história a dádiva divina, a possibilidade de o homem progredir na eternidade e sentir-se eterno.

Começar um novo ano é recomeçar a viver a ânsia da esperança, pois todos aguardamos tempos melhores, e a liturgia mostra que no novo ano Deus quer continuar derramando sua bênção sobre nós, pois desde o início o homem é objeto da bênção de Deus.

O início de um novo ano sempre foi celebrado com solenidade pelos povos em todas as religiões, porque está ligado ao mistério das origens do mundo e do homem. Para nós, esta comemoração lembra a bênção de Deus dada a todos os seres criados na origem e depois derramada constantemente sobre o povo ao longo da história da salvação. Deus enviou seu Filho para nos abençoar.

Como hoje é comemorado o dia mundial da Paz, a Igreja nos convida a iniciar este ano com a bênção de Deus, a viver a paz, que não é fruto da ausência de guerra, mas da presença pascal de Cristo na história, em que os outros não são vistos como inimigos a serem combatidos, mas como irmãos a serem amados, colaborando assim para que surja um mundo mais justo, numa nova dimensão de relacionamento.

A paz é para os cristãos um edifício a ser construído sempre. É um bem supremo. Na missa rezamos “Paz na terra aos homens de boa vontade”, e Jesus disse que são bem-aventurados os promotores da paz. Antes da comunhão repartimos a paz num gesto de fraternidade. No término ecoa em nossos ouvidos a saudação final: “Ide em paz e o Senhor vos acompanhe”. A paz é fruto da obra de justiça, e não efeito de uma dominação despótica, nem deve ser reduzida a um equilíbrio estável das forças adversas. Por isso, conquistar a paz exige de cada um de nós um domínio constante das paixões. A paz também é fruto do amor.

Portanto, a liturgia de hoje nos convida, no meio de tanto barulho em nossa vida, a fazer um silêncio, um vazio dentro de nós, como Maria fez, e em seu silêncio Deus falou e ela concebeu o próprio Deus. Maria se apresenta a nós hoje como aquela que oferece Deus ao mundo.

Ao longo deste ano que apenas iniciamos, procuremos imitar o exemplo do famoso escritor Dostoyevski, que passava horas e horas contemplando um famoso quadro de Nossa Senhora numa galeria, porque, segundo ele, contemplar aquele quadro o ajudava a não perder as esperanças na humanidade. Também nós olhemos para Maria, a única que não decepcionou Deus, a criatura pela qual Deus chegou até nós.

Pe. José Antonio Bertolin, OSJ
Apucarana - PR
"A Palavra, Ano C:
Exegese e comentário
dentro do ano litúrgico C
"

 
Untitled Document

Rua Dom José Marello, 39 - Vila Feliz - 86808-050 - Apucarana - PR - Fone: (43) 3033-1899
Webmaster © 2007 a 2010 - Santuário São José