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ANO A - São Mateus
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COMENTÁRIO AOS TEXTOS BÍBLICOS

Ano A
16° Domingo do Tempo Comum
17 de Julho de 2011

Primeira Leitura
Sabedoria
12,13.16-19

DEUS, SENHOR DE TODA FORÇA,
BOM E COMPASSIVO

Este livro foi escrito na segunda metade do século I a.C. É o caçula dos livros do Antigo Testamento. Seu autor é um judeu piedoso de Alexandria, capital cultural do helenismo e reduto de judeus dispersos. A comunidade judaica de Alexandria tinha o desejo de inculturar a sua fé, assimilando os valores positivos da cultura grega, sem abandonar o núcleo da fé judaica. Este livro é fruto desse desejo.

O autor apresenta um Deus misericordioso e que não faz discriminações [v.13], um Deus diferente porque dá a oportunidade de salvação para todos. Ele é o Todo-Poderoso, mas o seu poder é princípio de justiça. Revela-se um Deus humano e solidário e oferece condições de vida para todos. Ele é exemplo, pois aprendendo com Ele as pessoas se humanizam. A sua humanidade se manifesta no perdão [v.19] e não na distinção das pessoas.

Na verdade, os capítulos 11 a 19 contêm uma longa reflexão sobre os acontecimentos que caracterizaram o êxodo do povo bíblico do Egito. São uma releitura da história bíblica que os rabinos chamam de Midrash [reflexão, adaptação, atualização]. Nessa releitura se evidencia o tema da justiça de Deus no sentido bíblico de misericórdia e amor para com o homem.

O livro surgiu numa comunidade de judeus fora da Palestina. Em cada cidade do Império Romano os judeus formavam uma comunidade à parte, onde tinham sua própria Sinagoga, seus rabinos e seus tribunais. Não se casavam com pagãos e tinham a preocupação de não se contaminar com os costumes morais e as práticas religiosas dos estranhos. Muitos deles possuíam bens e exerciam profissões rendosas, mas a maioria era pobre. Por isso estes se perguntavam: Por que nós, fiéis à lei de Deus, somos oprimidos e humilhados, enquanto os pagãos se comportam como ímpios e prosperam? Por que Deus não intervém? Por que permite tais injustiças?

O nosso texto responde a esta interrogação. O Senhor não usa a sua força para castigar. O seu domínio se estende sobre os justos e os injustos e não pode amar somente alguns [v.16]. Deus não consegue a conversão dos maus com o castigo, mas mostrando indulgência. [Neste livro nota-se o progresso em relação aos demais livros do Antigo Testamento, que mostravam um Deus violento diante dos inimigos de Israel].

O último versículo apresenta dois motivos porque Deus age desta maneira:

1º) Para ensinar ao povo que o justo deve amar a todos e não somente aos bons;
2º) Para dar aos pecadores a possibilidade de se arrependerem [v.19].
Segunda Leitura
Romanos
8,26-27

ESPERANÇA DOS FILHOS DE DEUS:
O ESPÍRITO VEM EM NOSSO AUXÍLIO

Os versículos deste capítulo estão no contexto que os exegetas chamam de “a vida segundo o Espírito”, onde se contrapõe o viver a vida segundo o Espírito e a vida segundo a carne. Viver segundo o Espírito é o estilo próprio do homem renovado pelo Evangelho, pelo Batismo e pela adesão a Cristo. Viver segundo a carne é o contrário de tudo isso.

Para Paulo, é o Espírito que exerce papel decisivo para o homem superar a vida segundo a carne. Ele orienta o homem para fazer a vontade de Deus todo dia. Age na comunidade indicando o caminho. Vem em nosso auxílio, pois não sabemos o que pedir. É o intérprete dos nossos sentimentos mais íntimos.

Evangelho
Mateus
13,24-43
JOIO, GRÃO DE MOSTARDA, FERMENTO

O nosso texto é uma continuação do contexto do evangelho do domingo passado. A parábola do joio no meio do trigo continua o tema da parábola do semeador.

Na parábola de hoje Jesus critica a pressa dos discípulos em querer separar os bons dos ruins. Jesus condena a impaciência messiânica dos discípulos, os quais, como faziam os fariseus e os essênios, queriam formar comunidades puras, fugindo da realidade [essênios] ou considerando-se sabedores de tudo [fariseus].

Esta parábola mostra que a sociedade é um campo de semeaduras diferentes e contrastantes. O semeador tem o dever de semear a boa semente. Porém, no meio do terreno cresce também o joio, uma erva que no início se parece com o trigo e só se diferencia quando o trigo já está na fase do amadurecimento. Ela não possui espigas, por isso é impossível extirpá-la. É preciso esperar a colheita para fazer a separação.

Junto com o trigo convivia o joio. Com a prática da justiça convivia a injustiça, e aí estava a perplexidade dos discípulos. Se Jesus é Deus Conosco, o Mestre de Justiça, como se explica o crescimento da injustiça? Por que não intervir e arrancar tudo [1ª leitura]? Esse questionamento era óbvio nas primeiras comunidades, para as quais a vinda do Messias teria extirpado o mal. O próprio João Batista falava: “Com a peneira na mão limpará sua eira e recolherá o trigo no celeiro, queimando as palhas num fogo que não se apaga” [Mateus 3,12]. Os seguidores de Jesus concordavam com essa idéia. Jesus, porém, não tinha essa idéia.

Diante desta impaciência, Jesus responde que a separação não se faz agora, mas no final, pois se fosse feita agora haveria o perigo de arrancar o trigo junto com o joio. A seleção final será feita através do critério dos frutos [prática ou não da justiça - Mateus 5].

Ficava, porém, a interrogação: O Reino não se mostrava impotente diante do mal? Jesus explica com a parábola da semente de mostarda, a menor de todas as sementes que se torna a maior de todas as plantas, a ponto de abrigar os pássaros em seus ninhos. Esta semente, na sua insignificância, atingia quando árvore de 4 a 9 metros de altura, e os pássaros, que aqui representam as nações, se aninha em suas árvores. Assim será a justiça do Reino de Deus. Espere para ver.

Na seqüência vem a parábola do fermento. Ela explicita que três porções de farinha, aproximadamente 42 quilos, eram misturadas a um punhado insignificante de fermento. O fermento some no meio da farinha [a mulher esconde o fermento na farinha] e a transforma. Assim é a justiça do Reino de Deus, pois tem o poder de contagiar toda a massa, tem um poder revolucionário.

Nos versículos 34-35, Mateus faz um comentário para mostrar porque Jesus anuncia o Reino em parábolas. Tem-se a impressão de que o povo não as entendia. A função das parábolas é revelar o mistério escondido anteriormente.

Estudos bíblicos afirmam que Jesus contava as parábolas com três objetivos:

01) Explicativo: para explicar de maneira simples as coisas difíceis;
02) Argumentativo: para reforçar suas posições;
03) Provocativo: para que também seus interlocutores tomassem posição. Esse terceiro motivo é muito evidente nas parábolas do tesouro escondido e da pedra preciosa, como também na da rede lançada ao mar e na conclusão do discurso em parábolas que forma o texto de hoje.

A primeira parábola, a do tesouro escondido no campo, não compara o Reino com o tesouro, mas mostra o estado de ânimo de quem encontra um tesouro, comparando-o a um valor absoluto para a vida. O descobridor do tesouro não o estava procurando, apenas o encontrou sem esforço. O Reino da justiça também não é objeto de buscas intermináveis, mas está ao nosso alcance. A reação de quem descobriu o tesouro é de alegria e por isso faz de tudo para obtê-lo. A esse achado inesperado correspondem a alegria e o desprendimento total de tudo. Não se trata de renunciar para obter o Reino, mas este é uma conseqüência.

Na segunda parábola, a da pérola de grande valor, vê-se que nesta, à diferença da pérola perdida, o comprador esta à procura e não há referência à alegria ao vender todos os seus bens. Contudo, o significado é o mesmo da anterior. Ele vendeu tudo para possuí-la, porque valia a pena. Porém, o Reino não pode ser comprado como um campo que esconde um tesouro. As parábolas ressaltam, portanto, que nada faz falta a quem descobre o sentido e o valor da luta pela justiça.

Na terceira parábola, a da rede lançada ao mar, há um prolongamento do tema da parábola do joio e do trigo, que tem um valor escatológico. Na sociedade convivem peixes bons e ruins [no livro do Levítico 11,9-12 e do Deuteronômio 14,9 havia prescrições sobre quais peixes podiam ou não ser comidos]. É Deus quem lança a rede e faz a triagem.

No final Jesus pergunta: Quem entendeu o significado das parábolas? Entender significa assumir o ensinamento de Jesus e praticá-lo. Trata-se de compreender o mistério do Reino que se manifesta no ensinamento de Jesus e se prolonga na práxis da comunidade cristã numa sociedade conflitiva.

O nosso trecho é o terceiro dos cinco discursos pragmáticos de Jesus em Mateus. É um discurso sobre o Reino de Deus em estilo literário de parábolas [Mashal], que consiste em explicar uma verdade profunda mediante comparações e imagens.

O esquema doutrinal deste terceiro discurso é:

Parábola do Semeador: A Igreja nasce e espalha a Palavra.
Parábola da Cizânia: A crise e a infidelidade da Igreja no mundo.
Parábola da Mostarda e do Fermento: O crescimento e o dinamismo do Reino; as conquistas da Igreja.
Parábola do Tesouro e da Pérola: O Reino no íntimo da consciência.
Parábola da Rede: A realização final do Reino.

Mateus mostra a concepção do Reino de uma forma revolucionária: o Reino não se impõe com violência, mas através da opção livre da pessoa, a qual coexiste com oposições, luta contra o mal [cizânia] e não é uma conquista imediata, mas um triunfo lento e gradual [mostarda]. Não oferece exterioridade, mas transforma o mundo por dentro [fermento], apagando as fortes exigências do coração humano, ao preço, porém, de uma renúncia superior [pérola]. No fim haverá o triunfo [rede].

No Reino convivem bons e maus e nesta dinâmica se manifesta a paciência de Deus, a “makrothumia”, isto é, a longanimidade, onde é sempre apresentada a possibilidade de os bons melhorarem e os maus mudarem.

REFLEXÃO

As três parábolas falam do Reino de Deus [Mateus, ao falar de Deus, respeita o mandamento: “Não pronuncie o nome de Deus em vão” - Êxodo 20,7; Deuteronômio 5,11]. Por isso, ele não fala Reino de Deus, mas Reino dos céus. O Reino de Deus não é um lugar geográfico onde Deus exercita o seu poder e autoridade, mas sim o “comportamento” de Deus oferecido a todos.

As leis da antropologia cristã não são as da botânica. Ninguém nasce semente boa ou cizânia, mas se torna livremente. Esta é a história de cada um de nós. Pela graça de Deus cada pecador pode ser o “grão” para o graneleiro de Deus. Por isso, Deus busca sempre o pecador como a ovelha perdida. Eis o sacramento da reconciliação, saúde depois da doença, luz depois das trevas, vida depois da morte. É um nascimento. “Como é bela a confissão. Eu sinto no coração algo mais que a simples alegria” [F. Soldi].

O Reino é o tesouro e a pedra preciosa que o homem tem a sorte de descobrir quando encontra Cristo e para conquistá-lo vale a pena gastar todas as energias.

Os tesouros do Reino de Deus estão escondidos na realidade humana. O campo é o mundo e o tesouro são os valores das pessoas, da família, da sociedade, do corpo, da sexualidade, do Espírito etc. O mercado para esse tesouro representa o trabalho, as comunicações, as viagens, o comércio, os que se empenham em todas as atividades humanas. A pérola são os relacionamentos interpessoais, a solidariedade humana, os corações das pessoas, o desenvolvimento da sociedade.

O tema “Reino de Deus” reúne todos os temas da reflexão deste domingo. O Antigo Testamento já falava do Reino de Deus, mas com uma visão terrena. Jesus mudou a perspectiva dessa concepção, e a verdade religiosa do Reino de Deus é o núcleo central do seu anúncio. “O tempo já chegou, o Reino está próximo, convertam-se...” [Marcos 1,15]. Até a vinda de Jesus houve uma preparação para o Reino, agora se exige conversão para entrar nele.

O Reino contém em si um mistério. É o plano salvífico de Deus para o mundo que é revelado aos discípulos [Mateus 13,11]. O Reino é um dom, um bem de ordem sobrenatural que só Deus pode dar. “Há eunucos que assim se fizeram em vista do Reino dos céus” [Mateus 19,52]; “Não tema, pequeno rebanho, porque o Pai lhe dará o Reino” [Lucas 12,32]. Jesus, ao praticar os exorcismos com sucesso, confirma que o Reino já chegou: “Se é pelo dedo de Deus que eu expulso demônios, então o Reino já chegou a vocês” [Mateus 12,28]; “O Reino é para todos” [Mateus 20,1-15; 22,2-10]. Para possuí-lo é preciso romper com o passado: “Quem põe a mão no arado e olha para trás...” [Lucas 9,61]. É preciso ter simplicidade e confiança como as crianças: “Quem não acolhe o Reino como uma criança não entrará nele” [Mateus 10,15]. Por isso, as preocupações com as coisas materiais não devem ser a prioridade [Mateus 19,44-45].

Este Reino tem perspectiva escatológica: “Venham, benditos de meu Pai, receber o Reino preparado para vocês...” [Mateus 25,33-34]. Por isso vale a pena empenhar tudo por ele. “É melhor entrar coxo no Reino de Deus do que ser jogado na geena” [Marcos 9,47]. A Páscoa se cumpre no Reino [Lucas 22,16; 28,39]. Só os justos brilharão como o sol no Reino do Pai [Mateus 13,43].

Portanto, o Reino comporta duas fases: uma atual, freqüentemente apresentada no mistério da humildade, e outra na glória de Deus. Por isso, Jesus deu uma resposta aos fariseus sobre o momento em que o Reino se realizará: “O Reino está no meio de vocês” [Lucas 17,20-21].

As comunidades cristãs entenderam o Reino nas duas fases: histórica e escatológica. A histórica é confirmada em Colossenses 1,11-13; 4,11; Romanos 14,17. A escatológica em 1Tessalonicenses 1,12; 2Tessalonicenses 1,3-5.

No pensamento de Jesus o Reino de Deus é:

1. O desígnio de salvação do homem concebido por Deus;
2. A realização parcial e terrestre na humanidade [aspecto histórico] e a realização definitiva na glória [aspecto escatológico];
3. O Reino realizou-se plenamente nele;
4. Realiza-se progressivamente na Igreja.

O Catecismo da Igreja Católica fala do Reino de Deus em seu aspecto histórico e escatológico nos números 672 e 2.818. Na Igreja, nº 541-551; 671; 763-765. Para todos: nº 543-546. Ele é Jesus: nº 549-550; 2.816. O Vaticano II fala sobre o Reino em Gaudium et Spes 40b,c, 9c; 35a; 45a; Lumen Gentium 5a,b,c, 36a.

Para alcançar o Reino é preciso mexer-se para procurá-lo. “Toda manhã uma gazela acorda na África e sabe que deve correr mais rápido que o leão, senão será a sua presa. Toda manhã um leão acorda na África e sabe que deverá correr mais rápido que uma gazela para matar a sua fome. Quando o sol nasce não importa quem você é: um leão ou uma gazela. É melhor que comece a correr. Se isto vale para o mundo dos animais, do comércio etc., vale também para o campo do Espírito, onde é preciso correr para achar o bem, fugir do mal, lutar para ter a vida, a vida eterna”.

O Reino de Deus não pode ser entendido por um coração duro que parece estar envolvido por uma proteção metálica que o deixa impermeável. Ele não é revolucionário, conforme nossas categorias mentais. Não se afirma com a força, mas com o amor. Todavia, o dinamismo interno desse Reino vence as dificuldades, embora às vezes pareça o contrário, quando a força do mal triunfa. Mas Deus tem paciência e é misericordioso e pode transformar um pecador em santo, como fez com Agostinho de Hipona, e um perseguidor em mártir, como aconteceu com Paulo de Tarso.

Conta-se que uma jovem muito feia e antipática foi procurar um pintor para fazer um retrato. Depois de um mês de trabalho, o pintor conseguiu terminar a obra. Ela ficou tão bonita que todos que viam o retrato ficavam admirados com a graciosidade de expressão da fisionomia. E perguntavam ao pintor como havia conseguido fazer uma obra tão graciosa. O pintor explicou: “Enquanto eu pintava, contava-lhe histórias alegres, suscitando em seu coração sentimentos suaves e bons, e, quando via a bondade e os afetos brilharem em seu rosto, fixava aquela expressão na tela. Portanto, não embelezei nada, apenas descobri o belo e o bem que nele se achava escondido” [Lenda russa]. Portanto, se o mal existe, devemos suscitar o bem testemunhando Jesus.

Deus cuida de cada um de seus filhos: “O Pai leva esculpido no seu coração o nome de cada um de nós. Ele nos criou e nos chama cada um pelo nome” [Mazzolari]. Portanto, Ele está presente em nossa vida, e não como pensavam os propagadores de uma doutrina denominada dos “Lantitudinários”, que surgiu no fim do ano de 600 e início do ano de 700 na Inglaterra com Matthews, Tindal, John Toland, Antony, Collins... os quais nivelavam o sobrenatural com o natural, excluindo tudo o que era prodigioso, procurando explicar com a ciência e dizendo que o mundo se basta a si mesmo, não precisa de Deus, pois ele não se interessa pelos homens, está fechado em seu mistério e em sua felicidade infinita. Ele é misericórdia, governa com grande indulgência e tem paciência com seus filhos [o joio e o trigo].

Deus é tolerante e nos ensina que devemos ter paciência com os outros. Não devemos ter olhos de lince para ver o cisco no olho do outro e ser míopes para ver nossos erros. Ninguém pode sentir-se tão bom a ponto de não ter nenhum joio, pois somente Deus é bom [Mateus 19,17].

A presença de joio na plantação de trigo era muito temida pelos camponeses do Oriente, pois chegava a inutilizar a colheita, e muitas vezes isso acontecia por vingança pessoal. Muitos cristãos dormiram e permitiram que o inimigo semeasse a má semente, e assim surgiram erros de fé e de moral. Temos de vigiar para não sermos surpreendidos, sobretudo, vigiar o nosso coração. Os inimigos de Deus usam todos os meios, aproveitam a ignorância do povo. “O meu povo definha por falta de conhecimento” [Oséias 4,6]. Por isso, os inimigos muitas vezes instilam notícias que denigrem a Igreja, e outras vezes silenciam; propagam idéias demolidoras sobre o divórcio, a infidelidade, a eutanásia, ridicularizam a castidade, semeiam desconfiança sobre os sacramentos, dão uma visão pagã da vida.

Portanto, o dever do cristão é testemunhar o valor da vida cristã e esclarecer, informar, aconselhar a todos com simpatia, amabilidade, serenidade e segurança, pois, como disse Tertuliano: “Deixam de odiar os que deixam de ignorar”. Portanto, não devemos perder a oportunidade de semear a boa semente, pois precisamos vencer o mal com o bem, sobretudo num mundo imerso no materialismo, no hedonismo e no ateísmo, onde se arma uma perseguição sutil aos homens de fé, condenando a Igreja a morrer de inanição, expulsando-a da vida pública, impedindo-a de agir na educação, na cultura, na família.

Qual é o modo mais fácil de conquistar o céu? Perguntou-lhe certa vez a irmã de Tomás de Aquino. O irmão respondeu-lhe numa folha somente com esta frase: “Basta querer”.

Pe. José Antonio Bertolin, OSJ
Apucarana - PR
"A Palavra, Ano A:
Exegese e comentário
dentro do ano litúrgico A
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