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ANO C - São Lucas
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COMENTÁRIO AOS TEXTOS BÍBLICOS

Ano C
Tempo Comum
XV Domingo
11 de Julho de 2010

Primeira Leitura
Deuteronômio
30,10-14
A LEI DE DEUS ESTÁ NO CORAÇÃO,
NÃO ALÉM DAS FORÇAS

Esta perícope faz parte do chamado quadro redacional do livro do Deuteronômio, o qual certamente foi composto na época do exílio, aproximadamente no século VI a.C. Pertence, portanto, a uma unidade bem maior chamada “terceiro discurso de Moisés” (capítulos 20-30), lembrando o que Deus fez por seu povo no passado, a sua Aliança e fidelidade apesar da infidelidade do povo (capítulo 29). O capítulo 30 mostra que Deus guarda para sempre a fidelidade e toda vez que o povo estiver disposto a se converter encontrará liberdade e vida. Deus promete bens, contanto que o povo obedeça aos mandamentos e se converta.

O Deutoronômio nasceu no reino do Norte e é resultado da catequese leiga. Mas foi levado para o reino do Sul e serviu de base para a reforma política e religiosa de Josias em 622 a.C.

Os versículos 11-14 estão entre os mais importantes do Antigo Testamento, porque mostram que a lei é considerada como um princípio de vida interior para o homem. São de caráter sapiencial. É próprio da literatura sapiencial afirmar que a vida está no cumprimento da Lei e que afastar-se dela é o mesmo que morrer (Eclesiástico 24).

A Lei, porém, não é vista como um acervo frio de prescrições e proibições para criar um complexo de culpa nas pessoas, mas, ao contrário, é a síntese de todas as experiências vitais importantes que o povo de Deus deve fazer em sua vida. Por isso, aderir à Lei é a mesma coisa que amar a vida, buscá-la e promovê-la.

E onde está a Lei? Ela não se encontra longe das pessoas, nem no céu, nem do outro lado do mar (vv.12-13). Está ao alcance de todos os que desejam ter e promover a vida. Ela se encontra no coração (coração, na mentalidade semítica, indica o interior do homem, a sede das decisões). Ela se encontra na boca do homem, para que este possa recitá-la de cor.

A Lei não é algo abstrato. É vida. Quem é sensível à vida cria leis que a defendam e a promovam em todos os tempos e lugares.

Segunda Leitura
Colossenses
1,15-20
EMINÊNCIA DE CRISTO,
IMAGEM DE DEUS, PRIMOGÊNITO

Colossos era uma cidade da Frígia, na Ásia Menor, distante aproximadamente 200 km de Éfeso e próxima de Hierápolis e Laodicéia (Colossenses 4,13.16). Paulo não visitou esta comunidade pessoalmente (Colossenses 2,1). Ela foi fundada por Épafras, discípulo de Paulo (Colossenses 1,7; 4,13), enquanto este se encontrava em Éfeso.

Os cristãos de Colossos eram provenientes do paganismo e costumavam reunir-se em casas de família, como a de Ninfas (Colossenses 4-15) e de Arquétipo (Colossenses 4,17; Filêmon 2).

Esta carta foi escrita na prisão, provavelmente em Éfeso, entre os anos 55 e 57 (Atos dos Apóstolos 19).

Épafras havia informado Paulo sobre a situação dos cristãos em Colossos (1,8). Estes estavam ameaçados por uma heresia que misturava elementos pagãos, judaicos e cristãos. Seus seguidores davam muita importância aos poderes angélicos, às forças cósmicas e a outros seres intermediários entre Deus e o homem que teriam papel importante no destino de cada pessoa.

Essas idéias traziam como conseqüência a busca do conhecimento de um mundo fascinante e misterioso que domina os homens e, ao lado disso, depositavam confiança numa série de observâncias religiosas que garantem a benevolência desses poderes superiores, observâncias como festas anuais, mensais e sábados; leis alimentares (2,16-21) e ascéticas (2,23) como o culto aos anjos (2,18) e às forças cósmicas (2,8). Tudo isto comprometia seriamente a pureza da fé cristã.

Nosso texto é um hino cristológico tirado provavelmente da liturgia batismal. Com ele Paulo quer mostrar que Cristo é a plenitude do humano e do divino e os cristãos só podem encontrar Deus na pessoa de Jesus. Portanto, não precisam servir-se de seres angélicos para obter a salvação, pois o sangue de Cristo derramado na cruz trouxe paz, reconciliando-nos com Deus (v.20).

Depois da profissão de fé (vv.13-14) para celebrar o primado de Cristo, o sujeito do hino é o Filho dileto do Pai. Somente Cristo enquanto Filho é a imagem perfeita de Deus invisível. Esta concepção é greco-helenística. Segundo ela, a imagem é irradiação, participação real do arquétipo de sua própria natureza, portanto Cristo é a perfeita manifestação consubstancial de Deus, a imagem mais perfeita de Deus. Ele é o ícone do Pai (“eiron = imagem). É o rosto histórico de Deus, aquele que o manifesta de modo exclusivo e definitivo, é a irradiação da glória do Pai e o sinal de sua substância (Hebreus 1-3), porque nele se vê o Pai (João 1,18; 14,9).

Nesta primeira parte do hino (1,15-17) Jesus é descrito em seu primado na criação, e apresentado em sua preexistência eterna como Criador, imagem de Deus invisível, que manifestou o esplendor da imagem divina que o pecado havia ofuscado e restituiu ao homem o direito à glória perdida com o pecado. Esta glória Cristo a possui como primogênito da criação, com o primado de excelência de causa e de tempo.

Cristo é o primogênito (“pròtokos”), gerado antes de toda criatura que participou do gesto criativo de Deus.

A segunda parte do hino (1,18-20) ressalta o primado da redenção. Seu primado na redenção resulta do fato de ser chefe da Igreja, que é o seu corpo. Cristo é o chefe em sua prioridade no tempo, pois ele é o primeiro dos ressuscitados e nele habita toda a plenitude da divindade (Colossenses 2,9). Cristo é a origem e a causa (“arché”) da nova humanidade a caminho e, por residir nele toda a divindade, ele tem também toda autoridade. A contemplação de Cristo é cósmica. O universo inteiro se revestiu de sua presença salvadora e criadora. A encarnação e a ressurreição de Cristo colocam sua natureza humana à frente não só da Igreja e da família humana, mas também de todo o universo criado.

Evangelho
Lucas
10,25-37
A PARÁBOLA DO BOM SAMARITANO,
O VERDADEIRO “PRÓXIMO”

A parábola do bom samaritano é própria de Lucas e é colocada no contexto da viagem de Jesus a Jerusalém. Tem sua origem no “Sermão da Planície”: “Sejam misericordiosos como o Pai de vocês é misericordioso” (6,36). Neste contexto, Jesus se preocupa com seus discípulos instruindo-os.

O nosso texto se articula em dois momentos:

01) contém a enunciação do grande mandamento;
02) tem a sua exemplificação prática na parábola do bom samaritano.

Para Lucas, o especialista em leis não tem boas intenções em relação a Jesus e por isso lhe propõe uma questão a fim de pô-lo à prova ou em apuros (v.25). O doutor da lei está apegado a um código de leis que não traduz vida. Não se interessa pela prática da misericórdia, embora tenha chegado a uma síntese do significado do ser humano: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com toda a tua inteligência” (Deuteronômio 6,5) e amarás “o teu próximo como a ti mesmo”. Ele conseguiu associar em dois pólos a religião e a ética, mas não é capaz de sair de si mesmo, porque lhe falta o mais importante: a misericórdia. Ele está interessado em saber quem é o seu próximo (v.29). Na mentalidade de então, próximo era aquele que pertencia à mesma família ou à mesma nação e no máximo um estrangeiro inserido na comunidade.

Jesus aprovou a resposta do doutor da lei, mas, em vez de lhe dar uma definição de quem é o “próximo”, mostrou-lhe que o seu próximo é o outro, e para isso contou-lhe uma parábola, apresentando um caso típico de prática da misericórdia. Um judeu caiu nas mãos dos assaltantes e ficou quase morto. Ele descia de Jerusalém para Jericó, numa estrada propícia a emboscadas, pois era deserta aproximadamente 30 km.

O primeiro a passar por ali foi um sacerdote ainda preocupado com o culto e com o Templo e temendo o risco de tornar-se impuro se tivesse contato com um cadáver. Para ele Deus estava trancado no Templo e só lá era encontrado. O segundo era um levita, que como o sacerdote estava apegado ao código das leis. Como o sacerdote, ele tinha pressa e passou adiante (v.32). O terceiro era um samaritano, que não estava apegado ao código da lei. Era um membro da comunidade cismática, desprezada pelos judeus. Este teve compaixão (“splagchnizomai”).

Compadecer-se é um gesto eminentemente divino que traduz solidariedade com os marginalizados. O samaritano não quis saber a identidade do seu próximo, mas solidarizou-se com ele.

O sacerdote e o levita eram personagens muito respeitados e dedicados ao serviço do Templo. O samaritano, ao contrário, era tido como estrangeiro, desprezado pelo seu culto pouco heterodoxo (João 4,20). Ele teve a mesma atitude que Jesus tinha para com os doentes e pecadores.

A parábola apresenta três tentativas de viver a religião (v.36). O doutor da lei pensa filtrar a religião através do código de lei. O levita e o sacerdote pensam encontrar Deus e manifestar sua fé dentro do recinto do Templo. O samaritano, ao contrário, vê em seu inimigo o seu próximo mais próximo e se solidariza com ele e ali encontra a verdadeira religião.

REFLEXÃO

A primeira leitura nos convida a observar os mandamentos não só exteriormente, mas com espírito de conversão. Não se trata portanto de algo impessoal, porque Deus colocou a lei no fundo do coração do homem. Esta lei é o seu plano de amor.

Jesus apresenta o samaritano como um homem movido pela piedade, que é o ato de amor pelo próximo. O samaritano é um homem que incomoda, pois age imediatamente sem perguntar porque os outros não fizeram sem julgá-los ou criticá-los. É um homem misericordioso que reparte, pagando as despesas do assaltado com dinheiro do seu próprio bolso.

O homem assaltado representa hoje os irmãos derrubados violentamente, assaltados em sua dignidade de pessoas e que precisam de compaixão. Os padres da Igreja também viram na figura do samaritano o símbolo de Jesus que cruzou nossa estrada, nos encontrou no caminho feridos pelo pecado e se inclinou sobre nós para nos salvar.

O sacerdote e o levita vêem o homem assaltado (no tempo de Jesus, os assaltantes mais comuns eram os zelotas, que lutavam para libertar a Palestina das mãos dos romanos e procuravam os meios de subsistência com os assaltos, escondidos nas cavidades rochosas da Palestina) e passam à frente. Tiveram apenas um gesto de comiseração. Não fizeram nada que podiam fazer para ajudá-lo. Talvez este seja um gesto comum em nossa sociedade. Enquanto o samaritano, considerado pecador e desprezado, é o único que pára, não calcula as dificuldades de tempo, dinheiro, posições... Hoje talvez tenhamos “construído muitos muros e poucas pontes entre os homens” (Newton). Por isso devemos fazer Deus viver em nós em cada pequeno gesto, em cada dedicação, em cada sacrifício. Assim poderíamos aceitar a definição de Gioberti: “O homem é um Deus que começa”.

O homem não pode viver sem amor, pois sem ele fica por si mesmo incompreensível, sua vida fica sem sentido se o amor não lhe é revelado, se não se encontra com o amor, se não o experimenta e não o torna seu” (João Paulo II).

O samaritano é todo homem que pára diante do sofrimento de outro homem, qualquer que ele seja, e este parar não significa curiosidade, mas disponibilidade”.

Henri Durant, belga de nascimento, recebeu em 1901 o Prêmio Nobel da Paz e dedicou toda a sua vida para ajudar os feridos de guerra, criando a Conferência de Genebra para garantir a assistência à saúde nos campos de batalha e nas grandes calamidades naturais humanas, assim como a proteção nos campos de prisão, de concentração e de tortura. Ele morreu pobre, não aceitando um centavo do seu Prêmio Nobel e doando-o todo à Cruz Vermelha.

O tema do amor ao próximo é introduzido pelas duas perguntas do doutor da lei a Jesus sobre como fazer para ganhar a vida eterna e sobre quem é o seu próximo. A resposta do doutor da lei recebeu a aprovação de Jesus, embora as escolas rabínicas discordassem em alguns pontos. Na verdade, todos concordavam que o próximo era o compatriota judeu, incluindo os prosélitos. Porém, os fariseus excluíam os não fariseus, os essênios de Qumran e o povo em geral negavam a categoria de próximo a qualquer inimigo pessoal.

Na parábola, os dois primeiros viajantes, o sacerdote e o levita, desciam (Lucas emprega o verbo descer porque a distância de Jerusalém a Jericó não passava de 30 km, havendo um desnível bem acentuado, pois Jerusalém fica a 760 metros acima do nível do mar e Jericó 250 metros) e, ao encontrar o assaltado, evitaram-no talvez porque o julgassem morto e assim quiseram livrar-se da impureza legal que se contraía ao tocar o cadáver. Diante da atitude anti-solidária dos dois e da misericórdia do samaritano, Jesus, ao concluir a parábola, devolveu a pergunta ao interlocutor: “Qual destes três lhe parece que se portou como próximo daquele que caiu nas mãos dos bandidos?”.

O doutor da lei respondeu-lhe que foi aquele que praticou a misericórdia para com ele e Jesus então concluiu: “Vá e faça você também o mesmo”.

O ensinamento de Jesus quer nos dizer que somos nós que devemos fazer o bem ao próximo sem distinção alguma. O doutor da lei via mais quem era o objeto do seu amor (a quem devo amar). Jesus, ao invés, pergunta pelo sujeito do amor (quem agiu como companheiro?). O doutor da lei pensa a partir de si perguntando onde estava o limite do seu dever. Jesus, ao contrário, pensa a partir daquele que sofre necessidade, que espera ajuda.

Jesus diz ao doutor da lei: “Faça isso e viverá”. Amar, portanto, é ter vida, pois “quem não ama permanece na morte” (1 João 3,17). Só quem ama é capaz de sair de si para ir ao encontro do necessitado, é capaz de ser hospitaleiro e acolhedor com todos. Portanto, é impossível um cristão verdadeiro sem amor ao irmão, porque amar o irmão é uma característica própria do cristão. É a prática eficaz do amor a Deus e ao irmão, sem restrições, que define o cristianismo: “Nisto todos conhecerão que vocês são meus discípulos, se amarem uns aos outros” (João 13,34s). Por isso Jesus, no juízo final, vai nos identificar pelo nosso amor: “Venham, benditos de meu Pai... O que vocês fizeram a um destes pequeninos, a mim fizeram” (Mateus 25,40).

A religião pura e sem mancha aos olhos de Deus é esta: visitar os órfãos e as viúvas em suas tribulações, e não manchar as mãos com este mundo” (Tiago 1,27). “Se alguém, possuindo os bens deste mundo, vê seu irmão em necessidade e lhe fecha o coração, como o amor de Deus permaneceria nele?“ (1 João 3,17) “Se alguém diz ‘Amo a Deus’ mas odeia seu irmão, é um mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê” (1 João 4,20).

O amor cria vida para quem ama e para quem é amado. Quem ama verdadeiramente não busca desculpas, mas vai direto ao necessitado que cruza em sua vida. Não se preocupa com seu status, raça, língua, cor, religião ou ideologia.

O preceito do amor ao próximo já existia na Lei judaica, que até o especifica com detalhes: “Quando você ceifar as messes do seu campo, não corte até o chão o que nasceu na superfície da terra, nem apanhe as espigas deixadas. E na sua vinha não colha os bagos que caem, mas deixe que os apanhem os pobres e forasteiros” (Levítico 19,9-10). “Ame o próximo como a si mesmo” (Levítico 19,18). Estas prescrições já eram uma antecipação longínqua do mandamento de Jesus. Porém, no Antigo Testamento havia uma incerteza quanto ao termo “próximo”, pois alguns admitiam que ele se referia aos do próprio clã, outros aos amigos. Por isso o doutor pergunta a Jesus: “Quem é o meu próximo?“. Com quem devo ter misericórdia? Jesus, ao contar a parábola do bom samaritano, explica-lhe que o próximo é qualquer pessoa, alguém que necessita de ajuda. Não existe especificação de raça, nacionalidade ou parentesco, nem de familiaridade, cultura ou condição social. Ele é o “homo quidam”, um homem qualquer.

Encontramos constantemente este “homo quidam” nos caminhos de nossa vida. São pessoas despojadas de tudo, pessoas cobertas pela dor, pela falta de compreensão e de carinho, ou de meios materiais, sofridas pelas humilhações que atentam contra a dignidade humana, despojadas de seus direitos mais fundamentais. Diante destes o cristão não pode passar ao largo, como fizeram os personagens da parábola.

A atitude do sacerdote e do levita foi de omissão. Eles não causaram nenhum novo dano ao homem ferido e abandonado, pois tinham suas preocupações e não queriam complicações. Deram mais importância a seus assuntos que ao homem necessitado.

O samaritano percebeu a desgraça do homem assaltado e se moveu de compaixão. Não foi uma compaixão teórica, ineficaz. Ao contrário, recorreu aos meios necessários para prestar uma ajuda concreta e prática. Fez o que era preciso fazer naquele momento. Antes de mais nada, “aproximou-se”. Esta é a atitude que devemos começar por fazer perante quem tem necessidade. Aproximar-nos, não observar as necessidades alheias de longe, como se não nos dissessem respeito. Depois devemos dar as atenções que a situação requer. O bom samaritano cuidou dele.

Quase nunca serão gestos heróicos e difíceis, mas quase sempre serão coisas simples, pequenas, pois a caridade não deve ser procurada unicamente nos acontecimentos importantes, mas, sobretudo no dia-a-dia, em ter uma palavra de estímulo e bem humorada ao colega, em dizer afavelmente onde fica a rua ou que horas são, em escutar sem mostrar pressa um colega que interrompe nosso trabalho...

Para o bom samaritano, naquele momento seus afazeres e suas urgências passaram a segundo plano. É isto que o Senhor nos pede, e não só em relação a nossas ocupações e ao nosso tempo ou gostos. Por isso Jesus disse ao doutor da lei: “Vá e faça você o mesmo” (Lucas 10,37). Seja o próximo ativo e compassivo de todo aquele que precisar de você.

Pe. José Antonio Bertolin, OSJ
Apucarana - PR
"A Palavra, Ano C:
Exegese e comentário
dentro do ano litúrgico C
"

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