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COMENTÁRIO
AOS TEXTOS BÍBLICOS |
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Ano
A
03 DOMINGO TEMPO COMUM
23 de Janeiro de 2011
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Primeira
Leitura
Isaías
8,23b-9,3
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O POVO QUE ANDAVA NAS TREVAS VIU UMA GRANDE LUZ |
Este
texto faz parte de um oráculo messiânico que
anuncia a libertação das duas tribos do reino
do Norte, Zabulon e Neftali, territórios estrangeiros
que serviam de passagem para carava-nas e exércitos
que iam do Egito à Mesopotâmia e vice-versa.
Estes dois territórios estavam submetidos ao abuso
militar e à exploração econômica.
Seus habitantes eram oprimidos e viviam numa escravidão
total.
Neste
contexto, o profeta anuncia uma esperança. Com a
inter-venção de Deus surgirá uma luz
repentina. A sua presença no meio deste povo seria
fonte de vida e de alegria.
Estamos
no contexto histórico da vitoriosa campanha militar
de Teglat Falasar no ano 732 a.C., e depois do exílio
em 721 a.C. A ação de Javé será
instalar o povo na sua terra, dando-lhe fecun-didade e multiplicando-o
com a renovação da vida. Esta pro-messa produzirá
uma alegria comparável ao prazer da colheita após
o esforço da semeadura (Salmo 126,5-6),
semelhante à alegria na repartição
dos despojos de guerra contra o opressor, após a
batalha (v.2).
O
passado de humilhação se transformará
em futuro de glória (8,23b) e essa
glória se concretizará em duas imagens: a
luz que clareia a estrada do povo a caminho e a alegria
que se ex-perimenta quando se participa da colheita e da
divisão dos des-pojos (9,1-2) Mas
o verdadeiro motivo da alegria é a libertação
(9,3). O nosso texto termina aqui, mas
os versículos seguintes falam do nascimento de um
menino que se concretizou no Novo Testamento na pessoa do
Messias.
Zabulon
e Neftali eram territórios que tinham o monte Tabor
co-mo fronteira. Como dissemos, foram conquistados pelo
rei assí-rio Teglat Falasar em 732 a.C., quando deportou
toda a sua eli-te, causando-lhe uma grande humilhação.
O opressor domi-nava este povo como se lhe pusesse cangas
no pescoço e a ação de Javé
era quebrar esse instrumento de opressão. A in-tervenção
de Javé para libertar o povo lembra Gedeão,
que com a ajuda de Deus venceu os madianitas (Juízes
7,15-25; Salmo 83,10).
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Segunda
Leitura
1 Conríntios
1,10-13.17
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DIVISÕES
NA IGREJA SOBRE OS PREGADORES
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Este
texto se insere no contexto em que Paulo fala de diversos
escândalos na comunidade. Por isso, o apóstolo
insiste na idéia de que Cristo é a razão
pela qual a comunidade existe. Ele é o centro da
comunidade. Devemos lembrar que a comunidade de Corinto
era a glória e o espinho de Paulo. Glória
porque era vivaz e dinâmica na acolhida da palavra
e generosa na prática da vida cristã. Espinho
porque em seu interior havia divisões que prejudicavam
a unidade. Crescia nela uma espécie de culto à
personalidade que corria o risco de transformar em ídolo
um apóstolo ou personagem de realce, em detrimento
do Evangelho.
Diante
disso, Paulo adverte os seus membros, exortando a comunidade
à unidade em torno de Cristo (v.13).
O apóstolo não quer uma comunidade que mantenha
uma harmonia só de fachada, mas que tenha a unidade
na profundidade do seu ser. De fato, a palavra grega “schismata”
indica justamente uma ruptura que causa dano. Por isso,
Paulo fala de “união
perfeita de pensamento e de desejos”.
No
versículo 11 ele faz referência a Cloé,
provavelmente uma senhora cristã de posses, que morava
em Corinto ou em Éfeso. Ela certamente possuía
escravos. O certo é que havia discórdias,
e os chefes da comunidade estavam no centro delas. A existência
de um grupo de Paulo se explica pela presença de
certa oposição que considerava superada ou
inadequada a obra do fundador desta comunidade. Assim, ele
era formado por adeptos de certa “liberdade”,
chegando a afirmar que tudo era permitido (6,12;
10,23). Os seguidores de Pedro se agarravam às
tradições judaicas e faziam questionamentos
a respeito das carnes sacrificadas aos ídolos, se
era lícito ou não comê-las, e a respeito
da circuncisão (7,18), em contraste
com os adeptos de Paulo e de Apolo (8,1).
Apolo era um alexandrino douto que, ao visitar Corinto,
falou com fervor sobre Cristo, como já havia feito
em Éfeso (Atos dos Apóstolos 18,24–19,1).
Por sua facilidade em falar deve ter impressionado a muitos,
sobretudo o mundo da inteligência local, que devem
tê-lo preferido a Paulo, desprezado como orador (2
Coríntios 10,10).
A
passagem de Pedro por Corinto não é contestada
historicamente, e por isso se explica a repreensão
de alguns ao chefe dos apóstolos. O grupo de Cristo
talvez tivesse a vontade de passar por cima de todas as
mediações, ou talvez fosse um acréscimo
de Paulo. Esse grupo, com base em supostas experiências
místicas, afirmava não ter que se preocupar
com os resultados naturais de suas atividades imorais (10,10-13).
No
versículo 13, Paulo inicia uma argumentação
para demolir esta situação absurda e com uma
interrogação pergunta se por acaso Cristo
está dividido, feito em pedaços. Ele mesmo
responde negativamente: “Cristo
não está dividido. Positivamente, somente
Ele é o centro de unidade”.
Faz em seguida uma segunda pergunta retórica: Paulo
foi crucificado por vocês? Não. Portanto, não
pode ser o ponto de referência, porque não
morreu pela comunidade nem a comunidade está ligada
a ele pelo Batismo. Somente Cristo morreu na cruz e associou
a comunidade pelo Batismo.
Por
fim, Paulo reivindica para si o papel de pregador e não
de batizador. Sua afirmação pode parecer estranha,
mas na visão dele e na prática eclesial da
época o Batismo era conferido após uma catequese
séria que levava o adulto a assumir conscientemente
a sua opção. Assim, o papel de batizador era
posterior ao de pregador. Paulo dedicou-se ao anúncio
da Palavra de corpo e alma, mas sem recorrer à retórica
grega, aos filósofos ambulantes daquele tempo, visando
angariar simpatias (1 Tessalonicenses 2,3).
Sua mensagem era a Cruz de Cristo (1Coríntios
1,23; 2,1-5).
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Evangelho
Mateus
4,12-23
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O
MINISTÉRIO DE JESUS NA GALILÉIA |
Este
texto marca o início das atividades de Jesus que
inauguram o Reino de Deus (vv.12.27), convocando
as pessoas para essa tarefa (vv.18-23).
Mateus
começa mencionando a prisão de João
Batista, encerrando assim as suas atividades proféticas,
que fecharam o Antigo Testamento e abriram o Novo Testamento.
Jesus vai para a Galiléia. Deixa Nazaré e
se estabelece em Cafarnaum, cidade às margens do
lago de Genesaré (v.13), em um território
de tribos que faziam fronteira com os pagãos. Com
isso, ele é o realizador das promessas acalentadas
pelos profetas (1ª leitura). Ali Jesus
é a grande luz que o povo oprimido vê e sente,
povo que jazia nas trevas (v.16). A luz
brilha na Galiléia das nações (v.15),
isto é, entre os pagãos.
A
Galiléia, lugar de dispersão, foi escolhida
como lugar de agregação. Foi justamente para
esse povo oprimido, vítima da exploração
dos poderosos, que Jesus se dirigiu lançando o seu
desafio libertador, cumprindo o que Isaías 9,5 (2
Samuel 7,5-16) havia anunciado, isto é,
a libertação por meio de um menino que ocuparia
o trono de Davi.
Jesus
iniciou o seu programa fazendo uma convocação
ao povo para acolher a boa nova do Reino de Deus (v.17).
A novidade anunciada por Ele atinge as pessoas, provocando
uma mudança. À beira do lago, Jesus encontra
as pessoas no seu cotidiano: Simão e André
estão pescando, Tiago e João estão
consertando as redes e Jesus os chama: “Siga-me...”
(v.19).
Os
versículos 18-22 mostram que, antes de anunciar um
programa detalhado de pregação (Mateus
5,1ss) e de realizar milagres, Jesus escolhe algumas
pessoas para segui-lo. Esta prioridade tem em vista a necessidade
da presença de algumas pessoas para testemunhar o
que ele realiza para futuramente anunciar aos outros. Jesus
os chama e os quer para um serviço estável,
pois o objetivo é atrair as pessoas para Deus na
dinâmica do Reino. Por isso, Jesus declara que eles
se tornarão “pescadores
de homens”. Em vista disso deixam
tudo, até a família, o que comporta riscos,
pois deixam a estabilidade, o que é conhecido e seguro,
para optarem por algo que pode trazer novidades imprevisíveis.
A única coisa que levam consigo é a fraternidade.
Pois são irmãos, uma fraternidade que se expandirá
com a constituição do grupo dos doze.
No
versículo 23, Mateus faz um sumário das atividades
de Jesus, cujo espaço geográfico é
toda a Galiléia. A atividade de Jesus se resume:
1º)
a ensinar aos judeus na Sinagoga, transmitindo
a sua mensagem salvadora, lendo e comentando as Escrituras
Sagradas, sendo um exegeta do Pai (João
1,18);
2º) a
pregar a boa nova fora da Sinagoga aos que não
freqüentavam as celebrações, presente
com suas palavras e ações;
3º) a
curar as doenças do povo, libertando e reintegrando
os marginalizados.
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REFLEXÃO |
| As
leituras apresentam Jesus como o Messias prometido. Ele inicia
a sua missão convidando todos à conversão
como programa do seu Reino, dizendo que o Reino já
chegou. A grande alegria da Galiléia descrita por Isaías
devido à erupção do Messias na história
encontra a sua realização plena em Cristo como
luz que ilumina todos os povos e destrói todo jugo
que oprime. Cristo inaugura o novo Reino, um Reino de libertação,
de justiça e de paz conforme prognosticou Isaías.
O Reino messiânico era uma realidade muito sentida em
Israel, de sorte que todo israelita verdadeiro ansiava pelo
seu advento.
Hoje,
dois mil anos depois, o apelo de Jesus é feito a nós:
“O Reino do céus
já chegou, convertam-se”. Porque
Ele se tornou luz que ilumina, alimento que nos sustenta,
Mestre que nos ensina com a sua palavra e pelo Magistério
da Igreja que Ele fundou. Assim, a primeira exigência
que a conversão exige de nós é que voltemos
nosso coração para Cristo, pois um dos riscos
de hoje está expresso na segunda leitura, onde cada
um parece querer seguir uma imagem de Jesus. Por isso, o Evangelho
é contundente em sua mensagem: “É
tempo de mudar a rota da nossa navegação, como
fizeram os quatro primeiros discípulos, mesmo que isto
seja difícil para nós porque a sociedade não
nos ajuda”.
O
tema da luz já aparece no início da Sagrada
Escritura, onde Deus separa a luz das trevas e Ele mesmo é
envolvido nas teofanias e na luz, ressaltando assim sua majestade
e presença misteriosa, de maneira que a luz é
a expressão da sua presença. Por isso, o discípulo
inserido em Cristo participa da luz, isto é, da vida
de Deus. Nessa dinâmica, o cristão também
pode não só beneficiar-se da luz, mas ser a
própria luz: “Vocês
são a luz do mundo...; A luz de vocês resplandeça...;
Antes vocês estavam nas trevas, agora estão na
luz...; Quem ama seu irmão está na luz...”.
O
discípulo de Cristo deve primar por viver envolvido
pela luz, pois o mundo das trevas vive a dimensão do
pecado. É preciso, portanto, descobrir o sentido do
pecado, isto é, descobrir o sentido de Deus, e a vivência
autêntica do cristianismo nos leva a isso, mesmo porque
o cristianismo não é uma ideologia, mas uma
proposta de vida e salvação.
Ser
cristão consciente é acolher a luz que é
Cristo, é ter vida, pois onde há luz existe
vida, é ter liberdade, é ter movimento, é
estar precavido contra o mal e toda sorte de maldade, basta
lembrar quanto mal acontece na escuridão, quanto pavor
gera um blecaute. Sem a luz que vem de Jesus Cristo, como
dizia Pascal, você não pode compreender nem a
si mesmo, nem a sua vida e a sua morte. Só com Ele
teremos o conhecimento pleno.
O
perigo da comunidade de Corinto era a divisão, perigo
que já corremos com o novo Milênio, em que a
globalização e os meios de comunicação
social estão criando um novo tipo de homem e concretizando
a antiga convicção do poeta romano: “Homo
sum, et nihil humani a me alienum puto”.
Por isso, Paulo ensina que Jesus mandou pregar o Evangelho
da unidade. O pluralismo de opiniões pode existir e
é saudável, mas deve haver unidade na verdade,
como dizia Santo Agostinho: “In
necessariis unitas, in dubiis libertas, in omnibus charitas”.
Cristo
é Luz da Luz, como rezamos no Credo, e o “Senhor
é minha luz e minha salvação, a quem
temerei?, Dominus
illuminatio mea et salus mea, quem timebo?”,
como rezamos no Salmo. Portanto, Deus é a nossa Luz,
a nossa segurança, e em Cristo temos meios suficientes
para percorrer o caminho, porque Ele é a Luz. Como
o sol que nasce numa manhã radiante, Jesus traz para
nós o resplendor da verdade e a luz sobrenatural para
nossas inteligências.
Ao
despontar como luz na aurora da humanidade, Jesus envolveu
de luminosidade a humanidade e, ao iniciar a sua vida pública
de missionário do Pai, os primeiros que receberam o
influxo dessa luz foram os primeiros discípulos, “que
experimentaram o fascínio da luz secreta que emanava
Dele e a seguiram sem demora para que iluminasse com o seu
fulgor o caminho de suas vidas”.
Jesus
luz do mundo chamou primeiro alguns homens simples da Galiléia,
iluminando suas vidas. Ganhou-os para a sua causa e pediu-lhes
uma entrega incondicional. Estes pescadores saíram
da penumbra de uma vida sem horizonte para seguir o Mestre,
como seus companheiros fizeram em seguida e depois não
cessariam de fazer inúmeros homens e mulheres ao longo
dos séculos.
Jesus
precisa de homens para anunciar a Boa Nova e os chama, convidando-os
a deixar tudo e ser livres de qualquer vínculo. Esse
deixar tudo é um aspecto que faz reluzir o celibato
sacerdotal: “É
o celibato que mantém jovem a Igreja latina”
(Gandhi).
O
Senhor continua chamando todos nós a segui-lo para
que iluminemos a vida dos homens e suas atividades com a luz
da fé, pois sem a fé em Cristo os homens caminham
às escuras, e por isso tropeçam e caem. Porém,
a nossa fé só poderá iluminar o coração
dos homens se for acompanhada pelo exemplo da nossa atuação.
Não iluminaria com a sua fé o cristão
que não fosse exemplar no seu trabalho e na sua família,
que não fosse sereno nas dificuldades, que não
cumprisse o seu dever... tarefa que não é fácil
numa sociedade contaminada pelo materialismo e por uma atitude
conformista e aburguesada perante a vida. Só desta
forma o cristão pode ser um ponto de interrogação,
fazendo com que muitos questionem o seu modo de agir e talvez
tendo que responder com as palavras de Paulo: Seguimos Jesus
Cristo, “escândalo para os judeus e loucura para
os gentios”. Será que em nosso círculo
de ação somos conhecidos pela coerência
de nossa vida, pela exemplaridade em nossa atualidade profissional,
pelo exercício diário das virtudes humanas e
sobrenaturais? Se não somos, vale o conselho “Virihter
age” = “Seja
forte”.
A
nossa luz não pode ficar escondida. Para que um facho
da nossa luz seja irradiado é preciso que empreguemos
os meios para conhecer a fonte da luz que é Jesus Cristo.
Só assim conheceremos com profundidade e precisão
os deveres da justiça e as exigências da caridade
e poderemos cumpri-los. Descobrir o bem que podemos fazer
e fazê-lo; refletir sobre o mal que pode resultar de
uma atuação e evitá-lo.
Como
conhecer a luz que é Jesus Cristo? No contato com a
sua palavra, deixando-nos guiar pelo tesouro doutrinal do
magistério da Igreja. Além disso, há
a necessidade de vida interior e de formação
doutrinal.
Para
viver a luz que é Cristo e transmiti-la é preciso
converter-se, isto é, é preciso tornar operativo
o programa prático de vida que Jesus nos sugere hoje
no seu Evangelho, porque são muitos os interesses que
procuram invalidar a resposta a este apelo do Senhor. O homem
velho que trabalha em nós, que é escravo da
soberba, da avareza, da luxúria e do egocentrismo,
opõe-se ao homem novo a que a conversão nos
leva. Por isso, a conversão é uma tarefa sempre
inacabada. É um imperativo, uma tarefa que temos de
assumir com alegria e responsabilidade.
Só
como homens a caminho da conversão é que podemos
responder ao apelo do Senhor de segui-lo, como fizeram os
discípulos. Seguir o Senhor é estar com Ele,
é um chamado alegre, e não um peso carregado
com tristeza. Seguir Jesus não é simplesmente
imitá-lo, o que seria um anacronismo, mas absorver
e assimilar as atitudes e os critérios que animaram
a sua conduta, isto é, procurar ter o estilo de Cristo,
viver a opção fundamental diante de Deus e dos
irmãos numa atitude de serviço ao Reino de Deus,
à verdade, ao amor, à justiça, com atenção
especial aos mais pobres, como Jesus fez.
Por
outro lado, precisamos do dinamismo da conversão contínua
e progressiva para a unidade tanto em nível interno
eclesial como externo. Muitas vezes faltam-nos suficientes
compreensão e diálogo entre nós que professamos
a mesma fé. Isto vale também em relação
aos irmãos separados. Tanto nós como eles devemos
examinar nossas atitudes à luz da palavra de Deus.
Neste sentido, é confortador o ecumenismo, que teve
um forte impulso com João XXIII no Vaticano II (1962-65).
Assim como com o Movimento de Espiritualidade Ecumênica
de Taizé, na França, as semanas de oração
pela unidade e os diversos encontros em âmbito ecumênico.
Não
devemos esquecer que Jesus rezou pela unidade , que desejou
um só rebanho e um só Pastor. Tudo isso tem
um ponto básico: a fé em Deus Pai, a fé
em Jesus Cristo, Filho de Deus e nosso Salvador, e a fé
no Espírito Santo vivificador. Temos o mesmo Evangelho,
basicamente o mesmo credo e fundamentalmente a mesma Bíblia
(UR 3) (Efésios 4,46). |
Pe.
José Antonio Bertolin, OSJ
Apucarana - PR
"A
Palavra, Ano A:
Exegese e comentário
dentro do ano litúrgico A"
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