1.
Ter a Bíblia. Para a maioria do povo, a
Bíblia é cara. A paróquia e a diocese
podem fazer campanhas para o povo ter acesso à Palavra
de Deus. Há casas onde não há Bíblia,
noutras ela é um enfeite, aliás, bastante
caro. Ter a Bíblia nas mãos é uma boa
propaganda da Palavra. Para o povo simples e pobre a Bíblia
é muito cara. Vamos popularizar a Bíblia com
preço acessível ao povo.
2.
Saber abrir a Bíblia. O mundo da Bíblia
é complexo. Como aprendemos a abrir a TV, o celular,
o computador, cada paróquia, pastoral e movimento
deve ensinar as pessoas a abrir o Livro Sagrado. Não
ignoremos as Escrituras. Basta de analfabetos bíblicos.
3.
Saber interpretar. A Bíblia não é
um livro fácil. É perigoso cada um fazer sua
interpretação pessoal. Não podemos
nos fixar ao pé da letra. Isso se chama fundamentalismo.
Daí a necessidade de escolas bíblicas. Ouvir
e compreender, ler e compreender, eis o que produz fruto.
4.
Rezar com a Bíblia. É a Leitura Orante
da Bíblia. Ler, meditar, rezar, contemplar. Esta
é a porta de entrada para um entusiasmo bíblico
e a conseqüente transformação da vida
e da realidade. A meditação da Palavra deve
ser diária e não menos de meia hora.
5.
Estudar as Escrituras. São as escolas bíblicas,
cursos, leituras para que a Palavra seja entendida e nunca
falsificada. É perigoso ler a Bíblia sem saber
interpretar, ler fora do contexto e desligados da Igreja.
6.
Formar grupos bíblicos. Conhecemos os grupos
bíblicos de reflexão, os círculos bíblicos
e outros grupos que se alimentam da Palavra. Nestes grupos
acontece o ensino bíblico e a vivência da mensagem.
Vamos proliferar grupos bíblicos para que o povo
sacie a fome da Palavra.
7.
Bons microfones, bons leitores, e bons anunciadores.
A Palavra deve ser bem ouvida para produzir o efeito esperado.
Precisamos ter todo cuidado com o som, a proclamação
e o anúncio da Palavra. Ela não pode cair
por terra. A Palavra deve atrair, comover, converter. Haja
o ministério que prepara os leitores porque onde
se lê a Palavra, ali Deus está falando.
8.
Dar primado à Palavra. A Bíblia deve
vir antes do catecismo e de outros livros. Nossa catequese
deve ser dada com a Bíblia. A Palavra é alma
da missão, da liturgia, da teologia. Nada antepor
à Palavra de Deus que é Jesus. O primado da
Palavra irá realizar a primavera da Igreja porque
dará gosto à celebração dos
sacramentos e vigor à ação evangelizadora.
9.
Ter ministros da celebração da Palavra bem
preparados. A celebração da Palavra
deve enfocar a Palavra, a homilia, a partilha bíblica.
Não transformá-la numa “quase missa”.
Os ministros da Palavra, os sacerdotes, religiosos e religiosas,
leigos e leigas devem estar nas rádios, jornais,
esquinas de rua, casas e templos, divulgando as Sagradas
Escrituras. Chegou a hora do “mutirão bíblico”,
de uma mobilização bíblica.
10.
Transformar o catolicismo devocional e sacramentalizador
em “catolicismo bíblico”. A
V Conferência propõe uma “pastoral bíblica”
Precisamos ir além desta proposta e vislumbrar um
horizonte ainda maior que o catolicismo bíblico,
porque a Palavra é criadora, eficaz, regeneradora.
É hora de formar nos católico um “coração
bíblico”, um apego e familiaridade com a Bíblia
para que a Igreja renove suas forças missionárias.
A Palavra de Deus, mais precisamente a Bíblia, deve
estar na mão de cada criança, de cada jovem,
de cada casal, cada cristão. Não podemos ser
analfabetos bíblicos, nem tornar rotineira a Palavra
viva, fecunda e eficaz. Só podemos ser discípulos
com a Bíblia na mão, no coração
e pés na missão. A Igreja será atraente
e convincente a partir de uma renovação bíblica,
eis que chegou a hora da mobilização bíblica
nacional.