Desde
o Concílio Vaticano II, convocado em dezembro de 1961,
pelo papa João XXIII, a Bíblia ocupou espaço
privilegiado na família, nos círculos bíblicos,
na catequese, nos grupos de reflexão, nas comunidades
eclesiais. O mês de setembro se tornou o mês referência
para o estudo, a vivência e o testemunho da Palavra
de Deus. Tornando-se o Mês da Bíblia.
Este
ano, 2010, será o 39º ano que a Igreja celebra
o Mês da Bíblia. A celebração surgiu
em 1971, por ocasião do cinquentenário da arquidiocese
de Belo Horizonte (MG), e logo em seguida, a proposta foi
lançada e aceita por toda a Igreja no Brasil.
A
Comissão Episcopal Pastoral para a Animação
Bíblico-catequética, da Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil (CNBB), juntamente com o Grupo de Reflexão
Bíblica Nacional (GREBIN), dando continuidade à
12ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo
dos Bispos (2008), propôs para o Mês da Bíblia
deste ano o estudo do livro de Jonas, com destaque para a
evangelização e a missão na cidade.
domjacintobergmann“Ele
[livro de Jonas] tem como objetivo principal ajudar o povo
a cumprir o anseio do último Sínodo (2008) que
destacou o mandato missionário de todo cristão
como consequência do Batismo. Acrescenta-se a isso o
fato do documento de Aparecida também destacar o valor
do mandato missionário. Outras motivações
contribuíram para a escolha do livro de Jonas: a Campanha
da Fraternidade Ecumênica e o Ano Paulino, que refletiram
sobre a evangelização do mundo urbano. Através
do livro de Jonas, Deus faz o mesmo apelo aos cristãos
de hoje: ‘Levanta-te e vai à grande cidade’
(Jn 1,2) para denunciar as injustiças e proclamar a
sua misericórdia”, destacou o bispo da Comissão
Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética,
dom Jacinto Bergmann.
Para
a assessora da Comissão Bíblico-catequética,
Maria Cecília Rover, responsável pela parte
bíblica da Comissão, o Documento de Aparecida
trata o caminho de formação dos discípulos
missionários, principalmente apontando para o texto
escolhido para o Mês da Bíblia 2010. “O
Documento de Aparecida nos alerta para as muitas formas de
nos aproximarmos da Sagrada Escritura, e destaco a Leitura
Orante como a maneira privilegiada. No Livro de Jonas, ele
nos ensina a não temermos os grandes desafios, levando
o Evangelho a todas as direções que seguirmos.
Este é o grande auxílio que vejo com o Mês
da Bíblia, ele mobiliza a sociedade em torno de um
tema específico, fortalecendo a comunhão social
e despertando o ardor missionário de cada cristão”.
Este
ano, a novidade fica por conta do livreto, em forma de leitura
orante, confeccionado pelo GREBIN, e nele consta quatro leituras
sobre o livro de Jonas. Além do livro, há o
cartaz e o texto-base. Os materiais podem ser adquiridos pelas
Edições CNBB, no endereço www.edicoescnbb.com.br
e o texto-base está disponível gratuitamente
na página
da Comissão. |