| Alegremo-nos!
Vamos ao encontro do “Maravilhoso
Conselheiro, do Príncipe da Paz”
(Isaías 9,5), do Redentor que se aproxima.
Estão-se
completando os dias (cf. Lucas 2,6) daquele
bendito e santo Nascimento que reviveremos nos mistérios
da Noite Santa do Natal. Torne-se nossa vigilância mais
intensa e nossa oração mais confiante.
Todos
os anos somos convidados a resgatar o sentido pleno do Natal
de Jesus, para vivê-lo como cristãos e cristãs,
fugindo à mentalidade cada vez mais paganizada de nossa
época. Não nos deixemos infectar ou contaminar
pelo vírus do consumismo e do materialismo. Infelizmente,
antes mesmo de iniciarmos o tempo litúrgico do Advento,
enfeites natalinos e a voracidade consumista invadem nossas
ruas, lojas e até nossos corações. Com
isso, o Natal cristão vai-se transformando em simples
recordação do nascimento de nosso Salvador.
Não
obstante a mentalidade semipaganizada do Natal, a festa da
Criança de Belém é um dom de luz que
rasga e rompe as trevas da humanidade, prisioneira do pecado,
incapaz de amar. O Natal do Senhor abre-nos a uma incontida
alegria, de que ninguém sai ileso. A liturgia cristã
é significado de festa, porque “Deus
está conosco”. Onde há
vida, há alegria. A alegria causada pela vinda do Salvador
é portadora de paz.
Diante
do presépio, ficamos tomados de ternura e exultação
a contemplar enlevados o mistério de vida que encerra
o amor infinito de Jesus Salvador. Por isso, vamos às
pressas a Belém para ver o recém-nascido deitado
na manjedoura (cf. Lucas 2,15-16). Não
fiquemos trancados em casa, prisioneiros de nossas trevas
e negativismos. Vamos! Guiados pela Estrela, vamos com o coração
alegre e feliz! Lá há uma Luz resplandecente
que nos faz transcender o que vemos com os olhos da carne.
Sim, os olhos da mente abrem os caminhos do coração,
que permitem apreender e acolher a Verdade que nos liberta
de todo mal. A Luz de Belém empenhar-nos-á em
viver na liberdade e na dignidade de filhos e filhas de Deus.
Fará com que abandonemos a noite do pecado, abrindo-nos
para a graça da Vida nova, iluminados pela “Luz
verdadeira, que vindo ao mundo, a todos ilumina”
(João 1,9). A alegria completa nasce da Luz que resplandece
num coração transparente, que não teme
a escuridão da falsidade. Não se trata de uma
alegria frenética causada pela droga, pelos paraísos
artificiais e enganosos, pela embriaguez momentânea...
Trata-se da embriaguez do Espírito que regenera e renova,
trazendo paz e serenidade ao coração humano.
Estamos
bem próximos da chegada do Deus Menino. Ninguém
falte ao encontro marcado com Ele. A incomensurável
distância percorrida por Deus para chegar até
nós é razão suficiente para corrermos
ao Seu encontro e sentirmos “que
coisa é o ser humano, para dele te lembrares e o visitares”
(Sl 8,5).
Na
proximidade do Natal, não há motivo para angústias
e temores. Fazendo espaço para Jesus nascer, o Natal
será ocasião única para um encontro vivo,
amigo e pessoal com Ele. Acolhamos Jesus Cristo, “concebido
por obra do Espírito Santo, nascido da Virgem Maria”.
Acolher o Filho de Maria significa mostrá-Lo vivo,
transparente em nós, visibilizando em nosso jeito de
ser a Sua amabilidade, a Sua ternura, a Sua bondade e o Seu
amor.
Aos
queridos Diocesanos e Diocesanas, um Natal feliz e santo,
para que o Novo Ano seja alegre e repleto de muita paz no
Senhor.
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